A Convenção do Chega que se realizou no passado fim-de-semana foi um momento de afirmação e consolidação do partido. A direita conservadora está bem representada em Portugal, tem força, mobilização e quadros à altura dos desígnios da governação.
Quem teve oportunidade de assistir em directo, pelas televisões nacionais ou nos canais de internet, terá verificado que as moções de estratégia apresentadas abordavam várias áreas temáticas e os discursos dos militantes e dirigentes tinham consistência.
Contrariamente aquilo que maldosamente tem vindo a ser apregoado, André Ventura não é um homem só. Tem a seu lado 50.000 inscritos no partido, muitas pessoas preparadas intelectualmente, dotadas de comprovada formação académica e experiência profissional.
O facto de ser um partido novo permitiu atrair um conjunto muito significativo de figuras da sociedade civil que não dependem da política e que, tendo as suas carreiras e profissões organizadas, entenderam dar o seu contributo e conhecimentos técnicos ao País.
É evidente que há muitas outras pessoas sem a necessária preparação para funções de representação, mas em contrapartida trazem uma inestimável vontade de ajudar, o seu empenho e militância, fundamentais para a disseminação da mensagem. O Chega é todo este conjunto de vontades e disponibilidades com o propósito de restaurar Portugal.
A dinâmica verificada em Viana do Castelo é representativa da grande evolução que se tem verificado desde a formação do partido. Os sucessivos chumbos dos estatutos, com que o Tribunal Constitucional tem presenteado o partido, têm obrigado as estruturas a reunir anualmente. Pese embora os elevados custos para os militantes das consecutivas deslocações, estadias e alimentação que estes eventos representam, a vontade indómita de defender Portugal tem superado todos os sacrifícios.
A cada ano que passa nota-se crescimento e maturidade, espelhado nestas reuniões plenárias. Com novos protagonistas, novas ideias, mas com as bandeiras de sempre. Deus, Pátria, Família e Trabalho, lema decisivo e orientador de todas as propostas e decisões políticas.
No rescaldo de cada evento surge sempre um chorrilho de críticas. Se nos primeiros anos o que se comentava e caracterizava era a frequência e o estilo dos militantes, agora apontam-se as propostas irrealistas, inconcretizáveis. É preciso compreender que quase todos os comentadores são alinhados com este sistema caduco de 50 anos, que nos sufoca com impostos, tira a autenticidade como povo e empurra para a emigração muitos dos melhores e mais qualificados jovens portugueses.
Em vez de comentarem o problema gravíssimo que representa a corrupção em Portugal, preocupam-se antes em manter o status quo afirmando que as propostas de André Ventura são inexequíveis. Ora vejamos, os 20.000 milhões de euros que representa anualmente a corrupção em Portugal é de facto dinheiro que existe e que é mal gasto. Desperdiçado. Esbanjado. Sonegado.
É dinheiro que vai para os bolsos de alguns, que lucram com este marasmo de regime, interesses instalados e que sem pudor prejudicam a restante população. Ou se entende isto ou não haverá condições para mudar.
Obras faraónicas e desnecessárias bem como as respectivas derrapagens, as nomeações, as adjudicações directas a empresas amigas em concursos cozinhados, inflacionam os gastos do Estado e das autarquias. Esta quantidade de dinheiro que sai do orçamento de Estado, do esforço dos contribuintes pode e deve ser reduzido em parte e no restante aplicado para as medidas preconizadas, e bem, por André Ventura. Apoio às forças de segurança, professores e aos idosos mais vulneráveis.
Esta redistribuição justa alavancada por melhor e mais apertada gestão é que deveria merecer análise séria dos comentadores. Mas não, continuam a querer insistir nos mesmos de sempre e continuam a convidar apenas o PS e o PSD e por vezes o Bloco de Esquerda para avaliarem as medidas do Chega. Como é evidente, grassa a histeria e o maldizer que não encontra eco no público. Antes pelo contrário.
A despesa pública e o aparelho de Estado aumentam todos os anos e consomem os nossos recursos, esmagando a classe média trabalhadora. O Povo está farto, cansado e está disposto a confiar não apenas na liderança de André Ventura mas sobretudo no partido que ele soube montar à sua volta, nas ideias que defende e no respeito e autoridade que pretende implementar na sociedade portuguesa.
É exactamente isto que está em causa. Com coragem temos de saber enfrentar e resolver.
Outro aspecto muito importante, para além do combate à corrupção e que foi referido em Viana do Castelo diz respeito às forças de segurança. Impõe-se uma melhoria significativa das suas condições salariais, equipamentos e sobretudo a restabelecimento da autoridade das forças da ordem que o PS e a geringonça de forma insidiosa fizeram por abalar.
São inúmeros os relatos de máfias estrangeiras ligadas ao tráfico humano e de estupefacientes que, por via das fronteiras escancaradas, se instalaram em Portugal. Só uma polícia motivada, respeitada e paga de forma adequada nos poderá voltar a transmitir segurança.
O Chega irá ainda lutar com todas as forças por acabar com a ideologia de género que corrói o nosso sistema de ensino, as nossas crianças e jovens. Há inúmeras associações que, alegadamente, foram criadas por indivíduos ligados ao Bloco de Esquerda e que vivem de subsídios do Estado, para condicionarem os programas educativos e com isso condicionarem a família natural e a forma ancestral de nos relacionarmos com a sociedade.
Na declaração de princípios do Chega vem a seguinte definição, que passo a citar:
“Família natural. O CHEGA respeita outros modelos diferentes de partilha de vida comum, porém considera a família natural, baseada na relação íntima entre uma mulher e um homem, uma realidade psicossociológica e socioeconómica anterior ao Estado, historicamente estável e humanamente insubstituível. Nela é transmitida a vida e todo um conjunto de equilíbrios afectivos, emotivos e comportamentais, assim como de saberes, tradições e património que sustentam a dignidade e prosperidade dos indivíduos e dos povos.”
Quando se estima que as verbas para as entidades que fomentam a agenda LGBT representam mais de € 400 Milhões por ano, a proposta é que essas verbas sejam canalizadas para quem nos defende, no caso as polícias, para quem nos ensina, os professores, e para quem cuidou de nós, os nossos idosos. É este discurso disruptivo, a que o País não está habituado, que quebra as mordaças que o politicamente incorrecto nos decreta e que os analistas políticos do sistema tanto se escandalizam e vociferam.
A Convenção de Viana do Castelo foi um marco de viragem na política nacional. O Chega está preparado para governar, mostrou que é um partido aberto a todos aqueles que quiserem vir por bem, respeitando a nossa doutrina e desejem participar nesta enorme saga que é livrar Portugal do socialismo. ■
Um partido em afirmação e consolidação




