Décadas de decadência: PS-BE e PASOK-SYRIZA

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O autor deste artigo de opinião, de férias nas Grécia, faz um apelo à oposição, ao centro e à direita para sermos como os gregos e nos vermos, finalmente, livres dos nossos corrupto PASOK e alienado SYRIZA. 

Sem união reformista em Portugal vamo-nos ver pior que gregos, com a miséria a perpetuar-se, dada a dependência total dos nossos impostos e da dívida pública agravada por muita gente incompetente de esquerda. 

Temos muito em comum com os gregos, incluindo o peso de estar à altura dos nossos grandes antepassados, primeiros na Europa, contrariando os pequenos socialistas contemporâneos que nos puseram, a ambos, em último da UE. Devemos pontapear nulidades marxistas, honrando no caso dos gregos os períodos de apogeu helénico e bizantino e, pela nossa parte, os navegadores que expandiram o mundo. Os nossos PASOK e SYRIZA nem sequer respeitam feitos nacionais, algo que ao menos estes partidos gregos respeitavam, apesar de outros defeitos em comum. Os equivalentes portugueses do PASOK e SYRIZA promovem não só a destruição da economia e meritocracia, mas também da nossa história e estátuas. 

O nosso PASOK, o PS de Sócrates-Costa-Pedro Nuno Santos e seus camaradas, como Vara, Cabrita, Ferro ou Galamba, governaram 19 dos últimos 26 anos de estagnação económica portuguesa. Não sabem governar, só sabem desperdiçar os nossos impostos e as ajudas europeias, constantes e humilhantes. Não somos governados por uma elite, mas por este grupo “pasokiano”, agarrado ao poder através de cunhas e nepotismo – porque não têm emprego fora da política, nem outra alternativa de vida. Os rapazes e raparigas vindos da JS são os menos cultos, os menos trabalhadores, os menos talentosos, os menos éticos, os menos democráticos e os mais incapazes profissionalmente de todos os portugueses. Estão determinados em manter o seu poder e única forma sustento. Se nada de inesperado fizermos, nem saímos das zonas de conforto de cada um, como a Grécia fez, o sonho continuado destes “boys” – e pesadelo para Portugal – será a realidade mais provável por ainda mais décadas de sermos os últimos da Europa. 

Os “boys” incompetentes do nosso PASOK são apoiados pelos subornados SYRIZAS do BE, PCP, PAN, jornais e estações televisivas da esquerda caviar. São como Varoufákis, vidas de luxo muito acima da média nacional à custa de esbanjar os nossos impostos fazendo-nos pobres. Asfixiam assim os melhores trabalhadores e empresários portugueses com uma carga fiscal destrutiva, enquanto culpam um vago “grande capital” pela ruína que eles próprios nos causam. Queremos no sul da Europa ser ricos como na Irlanda, Luxemburgo ou Suíça, ou miseráveis como em Cuba, Venezuela ou Coreia do Norte? 

IL, PSD, Chega, outros pequenos partidos como o NOS, MPT, PDR, ou novos partidos, MAIS e grupos de independentes nas autarquias, nas legislativas que se aproximam têm, portanto, o dever patriótico de engolir sapos e de se entenderem a bem do país. Na Grécia, depois dessa união reformista, ao centro e à direita, contra o PASOK e o SYRIZA, o governo, em vez de esbanjar milhares de milhões de euros em companhias de aviação falidas ou em carris de comboios de bitola regional do século passado, providencia, por exemplo, energia mais barata, comboios com carris e ligações europeias, autoestradas gratuitas e acesso fácil à Saúde, que beneficiam todos os gregos e empresas gregas, em vez dos negócios do PASOK. Aqui há cada vez menos corrupção económica e na Justiça. 

Respira-se também nas ilhas gregas, por onde ando a navegar, liberdade e respeito dos políticos pelos direitos cívicos da população. Não houve máscaras na rua, nem outras restrições estapafúrdias após a eficácia da vacinação. Os ministros gregos estão mais interessados na saúde pública e no sucesso do turismo e economia do que ficarem agarrados a todo o custo e por qualquer pretexto ao poder. Não tencionam manter a população aprisionada e restringida excessivamente até uma semana antes das eleições no final de Setembro, como medida eleitoral desavergonhada. Nota-se esperança e alegria nos rostos gregos descobertos, em contraste com o rosto escondido e olhos amedrontados dos portugueses. 

Para manter os portugueses pobres e censurados, ao PASOK português alia-se o já referido exército de mortos-vivos, que não dão esperança a ninguém. O moribundo PCP – o único herdeiro vivo na Europa do estalinismo russo, do castrismo cubano e do chavismo venezuelano –, grato por poder sobreviver na velhice em troca das migalhas que vai recebendo do PS, como manter algumas câmaras na margem sul e alguns sindicatos pelo país, subsidiados através da despesa do Estado; o nosso SYRIZA, o alienado bloco de esquerda, mais preocupado com o seu bem-estar, próprio de esquerda caviar, e causas internacionais “woke”, largamente irrelevantes para Portugal; e ainda o PAN, um fofinho “mini-me” do PS, que a pretexto do bem-estar dos animais de estimação vai garantindo o bem-estar pessoal e familiar das suas dirigentes e respectivos esposos, enquanto aprova “de cruz” tudo o que o PS lhes meter à frente. 

Pedro Nuno Santos já começou a esbanjar na inútil TAP ou em carris de bitola ibérica do século passado. Vai bater recordes e prepara-se para ser ainda mais desastroso, despesista e nepotista que os seus antecessores Costa e Sócrates ou até que os seus camaradas, grandes campeões da dívida grega do PASOK, como os Papandreou avó, pai e neto. Vamo-nos ver gregos com a dívida pública portuguesa a atingir níveis ainda mais astronómicos. Pedro Nuno Santos, como Sócrates ou Papandreou, acredita que as suas despesas, de milhares de milhões, não afectam o destino dos nossos impostos. Será primeiro-ministro se ninguém enfrentar nem trocar as voltas ao seu exército nacional de ex-jotas, totalmente dependentes da política. Por ele e pelo PS, as suas tropas tudo farão contra Portugal, pois sem a sua ajuda nas cunhas e nomeações de incompetentes, dizem, “ninguém põe os bifes na mesa lá em casa”. 

A verdadeira elite intelectual, profissional, empresarial e do trabalho nacional que ainda tem algum interesse na política, em vez de se afastar por completo, repugnada, encontra-se em partidos novos como a Iniciativa Liberal e outros emergentes, ou nalguns quadros do PSD frustrados com a ausência de oposição da actual direção. O Chega é mais difuso, sendo um fenómeno à parte, que revela a grande frustração da população com toda esta tragédia grega à portuguesa, capturando eficazmente uma parte significativa do mercado eleitoral. É um mistério se apenas querem ser o novo PS ou se estão a falar a sério e dispostos realmente a ajudar a reformar Portugal, juntando-se ao IL e ao melhor do PSD, entre outros partidos e grupos emergentes da sociedade portuguesa, para derrotar o PS. Quanto ao IL, já que devido ao sucesso profissional e empresarial da maioria dos seus membros não tem, naturalmente, tanto tempo para a política como os dependentes da política do PS têm, deveriam pesar mais racionalmente nas vantagens de ter o Chega como aliado, apesar das desvantagens também existirem.

Concluímos, se nada fizermos, se não nos unirmos todos – mesmo a contragosto – vamos continuar a ser governados por mais décadas pelos nossos piores e seremos, qualquer dia, ultrapassados até pela Bulgária. Insistimos, nos últimos 26 anos houve quase sempre poder deste PS. Mesmo o interregno de quatro anos de governo PSD-CDS, de 2011 a 2015, não foram na realidade governação autónoma, mas um período de hospitalização e convalescença da economia portuguesa, imposto pela Europa ao PS, para corrigir os excessos da embriaguez socialista habitual por ajuda europeia, dívida e despesa pública irresponsáveis. ■