Povo português: sapo cozido no socialismo

Antes da guerra internacional – que só piorará ainda mais a situação em Portugal – porque é que o povo português não pulou para fora do caldeirão socialista? Porque continuou a querer ferver na combinação de baixos salários e pensões, com altos impostos e preços, sobretudo de energia, que provocou uma emigração galopante da população mais jovem, que põem em perigo, não só a economia em geral, mas até a sustentabilidade das reformas e estado social para a população cada vez mais idosa que fica? 

Al Gore, no seu filme “uma verdade inconveniente” (sobre os perigos do aquecimento global), usou a conhecida metáfora do sapo cozido vivo sem reagir para se salvar, aplicando-a à humanidade toda e num período de médio a longo prazo. Neste artigo aplicamos essa metáfora do sapo cozido vivo ao povo português, sobre os perigos do socialismo no imediato para a nossa economia e reformados. 

A metáfora do sapo cozido toma o seu nome de uma experiência em que um sapo é colocado numa panela de água fria. À medida que água é aquecida até ferver, o sapo ignorante do perigo, anda a nadar na água, contente, que considera mais confortável que a água fria. Isto até conseguir perceber a terrível tragédia onde está metido. No entanto, nessa altura, o sapo já será incapaz de reagir e ferve até morrer. Interessantemente, se o sapo tivesse sido colocado de chofre na água a ferver notava logo que a temperatura era exagerada e saltava imediatamente para fora. 

Invocamos esta metáfora porque os portugueses têm de começar a analisar as vitórias sucessivas do PS – que são as suas derrotas – mais grave e ecleticamente para as poderem inverter. Sim, é verdade que há uma maioria de funcionários públicos e reformados ou pensionistas que votam no PS porque tendem a arriscar pouco e a conformar-se com ainda menos. No entanto, tal demografia só continuará a agravar-se ainda mais dada a enorme taxa de emigração. Por isso nos dias a seguir às eleições não podemos parar logo de reflectir sobre vários ângulos distintos, em como mudar o comportamento do eleitorado que temos, deixando o PS vencer de novo em 2026. 

Há um sintoma da tragédia socialista, mortalmente abrasador para a nossa sociedade, que muitos continuam a não querer enfrentar, continuam a esconder na comunicação social, por exemplo, não demonstrando a coragem que elogiamos noutros povos. Nunca antes na nossa história, apesar de tantas epopeias marítimas e uma guerra colonial, saíram do país 20% da população activa, famílias inteiras, quer homens quer mulheres em igual proporção. Nos últimos 15 anos perdemos mais de um milhão de compatriotas a saírem para países prósperos, que valorizam o mérito e a ética, desde que o socialismo, contra o mérito e desprezando a ética, levou e continua a levar o país à bancarrota. Isto pela ausência de reformas ou de qualquer estratégia para melhorar a nossa economia e finanças, e inverter assim a hemorragia de cérebros onde investimos tanto dinheiro na educação. Por exemplo, tal como o PS fechou as centrais a carvão sem pensar nas consequências em casos de emergências geopolíticas, como as que assistimos agora e previmos antes, também não há plano para aliviar a inflação nos preços de energia através da redução da carga fiscal ou qualquer outra estratégia alternativa para aliviar a vida dos portugueses e atrair empresas para Portugal (para nem falar em conseguir, ao menos, manter as que ainda existem).

Os 2,3 milhões de Portugueses que deram a maioria absoluta ao PS não votariam nesse partido e rapidamente pulavam para fora do pântano socialista a ferver. Isto se, de repente, em vez de lentamente e ludibriados pela comunicação social e propaganda socialista, fossem atirados de um país europeu normal, rico e eticamente cristalino para o calor insuportável do país nepotista, eticamente sujo, com menor poder, salários mais baixos, mas preços da energia mais altos e maior taxa de emigração da Europa, incluindo dos seus jovens filhos e netos qualificados em princípio de idade activa e de contribuir para a segurança social, pondo em sério risco as reformas dos avós mais idosos. A própria sustentabilidade económica futura de Portugal está em risco à medida que os preços de energia, juros da dívida e inflação internacional sobrecarregam a população que vai ficando, cada vez mais idosa e empobrecida. 

O problema é que o povo português, mesmo a ferver na pobreza, vota em quem o faz miserável, porque, tal como na alegoria do sapo acima explicada, saiu antes da água bem fria das medidas em troca de ajuda financeira da “Troika”. Assim parece-lhe, para já e durante talvez 10 anos, bem mais agradável a água quente das ilusões socialistas em que tem começado a ferver desde 2015. Numa jogada comunicacional de mestre persistente, os culpados socialistas de trazerem a “Troika” e provocarem tais medidas e banho de água dolorosamente gelada têm sido dos mais beneficiados eleitoralmente. Isto porque conseguiram eficazmente mentir e pôr as culpas no inocente Passos Coelho, que apenas foi obrigado a executar o que a “Troika” nos exigia em troca de dinheiro para pagar salários de funcionários públicos, reformas e pensões que já não tínhamos (e podemos voltar a não ter), como gerente da insolvência socialista. A esta enorme injustiça contra um inocente cujas acções garantiram a subsistência nacional após a imprevidência socialista juntou-se, subserviente ao PS, Rui Rio a renegar a história do PSD e a ajudar o PS a falsificar a narrativa contra o seu próprio PSD. Agora, o PS vai continuar a praticar à vontade, e se calhar até 2026, os vícios socráticos do costume, até chegarmos, invariavelmente, a nova bancarrota socialista. 

Alertámos na devida altura que, mesmo nos tempos de prosperidade económica internacional, além de paz e saúde, de 2015 a 2019, o PS continuou – sem reformas nem mudanças de vícios socráticos – sempre a aquecer a água do nosso caldeirão, incapaz de ter uma visão clara reformista para o país ou de se precaver para qualquer emergência, cíclica na história europeia, como uma pandemia, crise de inflação, ou invasão ditatorial na Europa. Esta última realidade actual, apesar de longe, no outro extremo da Europa, tem consequências bem imediatas nos nossos preços de energia e custo de vida em geral. 

Somos já dos povos mais pobres e endividados na União Europeia. Para deixarmos de continuarmos a empobrecer ainda mais no quente caldeirão socialista temos de perceber e identificar bem todo o mal que o PS tem feito a Portugal, muito maior que qualquer outro partido, como, por exemplo, um de direita exacerbada, com grupo parlamentar recém-chegado, ou outros de extrema-esquerda, com grupos parlamentares insignificantes, logo poucos perigosos. Não apoiamos estes partidos, mas, nem o partido de centro-direita liberal que apoiamos, nem ninguém na oposição em Portugal se pode acomodar perante tal fervente tragédia socialista. Só os sapos o fazem e têm o destino para que já alertámos. 

Em conclusão, os portugueses têm todos de deixar de ser anfíbios coniventes com o PS na oposição, comunicação social e população, ou terão o mesmo destino invertebrado cozido vivo da metáfora. ■

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