Roménia e Portugal: a praga dos socialistas pró-corrupção

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Na Roménia, a Procuradora Nacional Anticorrupção, Laura Codruța Kövesi, que ia activamente atrás de políticos corruptos para os responsabilizar pelo mal que fazem à população, foi denegrida e afastada do posto por um governo que na realidade era socialista.  Em que outro país europeu é que já vimos também esta mesma telenovela mexicana, várias vezes e com o mesmo enredo, só mudando o nome dos actores opressores políticos e das suas vítimas procuradoras honestas e íntegras, na Justiça ou qualquer outra área de serviço público e cívico?  

Portugal, a Roménia e também a Grécia (cujas comparações com Portugal já debatemos noutro artigo) são os países mais pobres da União Europeia. Isto porque os três foram e são – no nosso caso – fustigados por socialistas facilitadores da corrupção. São políticos especialistas em limitar, denegrir, estigmatizar e afastar juízes, procuradores e presidentes de tribunais, íntegros e honestos, para os substituir por gente mais conveniente para eles e para os amigos. Usam também os parlamentos para fins próprios em vez de públicos, fazendo leis ou decretos a ilibar ou perdoar membros do partido envolvidos em processos ligados a corrupção, como aconteceu recentemente numa proposta de lei votada pelo PS, questionada pelo Presidente da República em Agosto de 2021. Exatamente o mesmo se passou, tal e qual, há poucos anos na Roménia com os descendentes socialistas de lá.    

Na Roménia, em vez da energia, os negócios da política nocivos aos romenos envolvem negócios da madeira e deflorestação, feitos com companhias estrangeiras; mas até aí há paralelos.  

Quanto ao glorioso serviço público, o eterno ‘slogan’ dos socialista pró-corrupção invocado mais uma vez no congresso do PS de Portimão, apesar do enorme aumento do Estado com este governo em Portugal, incluindo assessores diplomáticos (nomeados para áreas sem competências só por serem filhos de socialistas ou dos amigos deles dos negócios) e consulados, um português emigrante na Inglaterra que quiser que um simples cartão de cidadão seja entregue pelo correio, para não ter que fazer 300 km de ida e volta até Londres, espera 90 dias. Isto depois de ter esperado antes 210 dias para conseguir marcar a simples reunião de 15 minutos para dar os dados para poder ter o cartão de cidadão renovado. Quando os emigrantes portugueses falam com emigrantes romenos sobre como a sua vida no estrangeiro é (no caso deles era) dificultada em vez de facilitada pelo governo do país de origem, as histórias de atrasos absurdos no serviço público são praticamente as mesmas e igualmente graves.  

No entanto, no congresso do PS em Portimão, como decerto faziam na Roménia algures, afirmaram, em delírio colectivo e subserviente ao chefe que os alimenta, que o serviço público, da saúde aos registos, nunca esteve tão bem. 

Esta pandemia socialista pró-corrupção, que leva à pobreza dos países por ela contaminados, envolve pois, além de ataques ao Estado de Direito, muito hipocrisia, demagogia e propaganda constantes nos canais de comunicação social do Estado ou de alguma forma subsidiados pelo Estado. Caracteriza-se também por desvio monumental de fundos públicos nacionais e europeus, quer para crédito malparado de meia dúzia de amigos dos negócios misturados com política, que nunca dão quaisquer garantias bancárias, quer para aumentar desnecessariamente o Estado em número de funcionários públicos para níveis incomportáveis, só para garantir votantes e militantes. Sem quaisquer utilidade ou melhoria do serviço público à população.  

Voltando aos paralelos na Justiça com a Roménia, em Portugal os políticos socialistas afastaram sucessivamente o líder partidário (António José Seguro), a Procuradora-Geral da República (Joana Marques Vidal) e o presidente do Tribunal de Contas (Vítor Caldeira), honestos e íntegros, logo incómodos para os políticos corruptos e seus amigos nos negócios. Isto além de limitarem e denegrirem organizadamente, nas redes sociais e nos jornais, outros Procuradores (Rosário Teixeira) e Juízes (Carlos Alexandre) anticorrupção política. 

Na Roménia, o ministro da Justiça que em 2018 afastou Laura Codruța Kövesi  do posto de procuradora anti corrupção, estigmatizando-a e propagandeando nos jornais subornados pelo Estado a pró-corrupção, era membro de um partido auto-intitulado  social democrata mas cuja génese e fundação vem da fusão  de um partido socialista membro da Internacional Socialista. O mesmo ministro, em conluio com vários primeiros-ministros auto-designados sociais-democratas (mas socialistas), tentou também afastar o Procurador-Geral da República. Mera coincidência com Portugal ou exatamente a mesma praga? 

O historiador Yuval Noah Harari informa-nos que na Roménia, quando a população se livrou livre do ditador Nicolae Ceausescu, pensavam ingenuamente que se tinham livrado da corrupção e tiques anti-democráticos, como jornais subornados e/ou censurados, mas na realidade quem tomou o poder foram os camaradas de Ceausescu. Afirmando, a pés juntos e com cara séria nas entrevistas, que nada sabiam do que Ceausescu (e eles) faziam e que não tinham nada a ver com ele. Tal como Costa fez com Sócrates. Tal como o próximo das 5 “maravilhas” de sucessores designados em Portimão fará com Costa. 

A diferença significativa é que o povo romeno se fartou finalmente de ser enganado durante tantas décadas de suposta liberdade e democracia e de ver que quem ia atrás dos políticos corruptos era perseguido e prejudicado na sua carreira na Justiça. Assim, os romenos, em vez de simplesmente lamentarem-se nas redes sociais, saíram às ruas em 2017 e 2018. Protestaram para defender os seus heróis na Justiça e humilharem os políticos pró-corrupção socialistas, afastando-os do poder para bem da Roménia. A comunicação social, apesar de subornada ou intimidada, não conseguiu parar tal revolta e reviravolta do poder.   

A história romena tem, pois, um final feliz, graças à valentia da população, pois além de os socialistas que diziam que eram sociais-democratas serem afastados do poder, Laura Codruța Kövesi foi designada 1ª Procuradora Europeia. O seu prestígio na luta anti-corrupção na Roménia foi tanto que até a França, que tinha o seu próprio candidato a 1º Procurador Europeu, o retirou a favor de Laura, impressionado com a tenacidade dela e do povo romeno em não compactuarem com políticos corruptos socialistas.  Cá, como o povo é mais manso, nunca heróis nacionais na luta contra a corrupção chegam a Procuradores Europeus, quanto mais a 1º Procurador Europeu. Joana Marques Vidal teve de se reformar. Rosário Teixeira, apesar de ser primeiro na luta contra a corrupção, é posto em último lugar dos concursos públicos na Justiça.  

Além disso, o governo socialista, através da sua ministra da Justiça, “engana-se” em currículos europeus, para os embelezar e pôr na Europa os seus amigos na Justiça. 0 ministro da Justiça romeno, Tudorel Toader, que afastou Laura na Roménia, admiraria com certeza esta sua ainda mais audaz colega portuguesa. Van Dunem não só conseguiu afastar a 1ª classificada portuguesa pela Europa para Procuradora Europeia, por se ter distinguido contra a corrupção, como colocou na Europa quem queria! ■