Salvar os funcionários públicos do PS!

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Acreditamos que entre os nossos cerca de 700 mil funcionários públicos, a grande maioria deles podem ser salvos do vício terrível, para eles e para os seus concidadãos, de votarem no PS. Tem de haver capacidade na oposição, ao centro e direita, de lhes explicar que não é do seu interesse perpetuarem o PS como seu patrão no Estado. Há que apelar à boa natureza humana de muitos deles de terem brio na sua profissão e ambicionarem servir-nos bem, querendo ser recompensados pelos bons serviços e resultados. Isto em vez de estarem aprisionados numa cultura socialista contra o mérito e pela promoção daqueles seus colegas mais atrasados e com menos resultados, que passam o tempo a bajular líderes socialistas ou até deliberadamente ao serviço do PS, inclusive nas horas de expediente. 

Não temos ilusões. Sabemos bem que há alguns funcionários públicos que não querem ser salvos de votarem PS. Vivem bem afogados nas águas socialistas, empobrecedoras para a população, mas acolhedoras para eles. Respiram bem num ambiente socialista imposto aos funcionários públicos contra o mérito, contra o esforço e contra prestarem um serviço público de alta qualidade e muito eficiente. 

Por um lado, quando os funcionários públicos votam no PS isso traz-lhes certamente benefícios a curto prazo, como menos exigências profissionais, dado que o PS promove uma cultura de desleixo, desresponsabilização e falta de empenho, muito do agrado dos mais socialistas. Por outro lado, o socialismo de Sócrates, Costa e Pedro Nuno, ao ser um inimigo declarado da meritocracia, favorecedor oficial do nepotismo e da cunha, traz à grande maioria dos funcionários públicos muito maiores dissabores a médio e longo prazo. Traz aos funcionários públicos menos oportunidades de progressão real salarial ou valorização de acordo com o mérito. Ficam todos condenados a ganhar sempre pouco toda a vida no país mais pobre da Europa. Os aumentos são poucochinhos e ilusórios, rapidamente sendo ultrapassados pelo aumento dos preços e dos impostos. O socialismo português acarreta, há décadas, um ciclo vicioso de pobreza e chefias incompetentes. A pouca eficiência e produtividade traz grandes despesas, pagas através de impostos, directos e indirectos.

Um serviço público medíocre, burocratizado, lento e pouco respeitado não promove o desenvolvimento nacional, nem atrai grande investimento internacional de qualidade. Igualmente, um estado social enfraquecido e ineficaz não é do interesse dos melhores funcionários públicos, mas apenas dos piores. Uma função pública desmotivada e pouco incentivada para obter bons resultados por chefias governamentais socialistas anti-mérito, incapazes e indisponíveis para serem mentores de excelência que estimulem a função pública a alcançar o seu melhor, empobrece o país. A ineficiência estatal faz baixar a média salarial nacional para todos, incluindo os próprios funcionários públicos, vítimas de um PS sem capacidade de gestão, de vistas curtas e apologista do facilitismo, sem reformar nem melhorar nada. O PS nivela por baixo as prestações profissionais e nas promoções na função pública valoriza os seus fiéis, deixando para traz todos os que mereciam e se querem focar em capacidades técnicas e excelente serviço público. 

As maçãs podres entre os funcionários públicos vieram na sua maioria de concursos viciados por cunha, nepotismo e compadrio socialista. Provavelmente, antes da função pública a única “profissão” que conheceram foi na juventude socialista a colar cartazes e a fazerem chapeladas em votações ou trapalhadas inexplicáveis em eleições, do tipo da que assistimos, incrédulos, na primeira votação dos emigrantes em 2022. O problema é que tal gente incompetente, mas socialista, chega normalmente a muitos lugares de topo na função pública, massacrando assim os cidadãos com burocracia, incompetência, lentidão, arrogância e mau serviço. Isto além de, claro, tais chefias socialistas massacrarem e desvalorizarem os outros funcionários públicos que querem ser produtivos e fazerem o melhor que podem no seu serviço. Os melhores, em vez de promovidos, são desmotivados por chefias socialistas na estrutura da função pública, empresas públicas e do próprio Governo. Isto porque tais posições são ocupadas por ministros, secretários de Estado, assessores e demais gente da sua confiança política, com pouca ou nenhuma competência técnica, académica ou profissional, vindo essencialmente do aparelho socialista mais seguidista e fiel ao actual líder Costa e ao futuro líder do PS, Pedro Nuno Santos. Em países prósperos a confiança política pára no governo e em certas posições chaves. Em países pobres a confiança política serve para nomear e destruir toda a competência que deveria ser técnica, embrenhando-se por todas as camadas e sectores da função pública. Contaminando os bons funcionários com as piores práticas possíveis.

Há, pois, infelizmente gente sem brio, uma minoria com avaliação de excelente na função pública, através dos contactos e amizades certos entre as chefias governamentais do PS, que nunca ou pouco trabalha nas repartições para o público em geral. Veja-se como, de repente, aparecem sempre milhares de supostos cidadãos anónimos, como vespas furiosas e aos milhares, a picarem qualquer jornalista ou cronista que se atreva a desmascarar com mais pertinência, alcance e impacto qualquer uma das muitas mentiras do PS. Não acreditamos que sejam manifestações individuais espontâneas por genuínos amantes do PS, desinteressadamente ao serviço do PS. Na maior parte dos casos os nomes são falsos. Suspeitamos que há gente na função pública, empresas públicas e grandes autarquias que sobre o falso pretexto de nos servirem, são na realidade contratados por cunhas no PS para com o nosso dinheiro trabalharem pela calada para o PS.

O principal problema actual no pior da função pública, que vai sendo contratada pelo PS às dezenas de milhares a mais em cada ano, sem tradução em maior eficiência para a população, é de facto a influência perniciosa do socialismo, encarnado em líderes do PS contra o mérito. O comunismo e as greves constantes a exigirem todos os direitos do mundo, mas nunca o dever de servir como deve ser o público, já foram no passado outro problema grave, mas com o desaparecimento do PCP tende a ser um problema vestigial. 

Se o centro alternativo ao PS e a direita mudarem o paradigma e forem credíveis e convincentes, que chegando ao poder defenderão o mérito e valorizarão as carreiras públicas baseadas no empenho e resultados, acreditamos que podem atrair centenas de milhares de votos dos melhores funcionários públicos. A função pública só está perdida para o progresso de Portugal se desistirmos dela, achando que o PS é o seu dono eterno. Felizmente nem todos gostam de trabalhar para um patrão socialista que não inspira nem ensina excelência profissional, sendo aliás avesso à excelência e ao saber técnico e profissional. Acreditamos que os melhores funcionários públicos podem votar noutros partidos do centro e na direita. Ninguém à direita do PS deve desistir de merecer o voto dos funcionários públicos, do PSD ao Chega, passando pela IL, devem todos, pacientemente, ao longo dos próximos anos, explicar-lhes que as desvantagens do socialismo são muitíssimo maiores que a vantagem da pouca exigência de trabalho. No final, todos juntos em Portugal, no privado e no público, perdemos com o laxismo e facilitismo do socialismo, que nos empobrece e limita o nosso futuro à miséria económica e profissional. ■