Socialistas egoístas disfarçados de altruístas

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Há uma parte minoritária, mas significativa da população portuguesa – um quinto ou pouco mais de dois milhões de eleitores – que já deu duas vezes a maioria absoluta parlamentar ao PS socrático-costista-pedro nunista. Felizmente, não são todos os quatro milhões de reformados e funcionários públicos, mas são metade deles. Neste artigo debatemos três hipóteses sobre o seu voto repetido no PS: egoísmo, altruísmo ou irresponsabilidade. Concluímos que a hipótese mais provável é o egoísmo comodista, disfarçado de altruísmo de esquerda, com uma pitada de irresponsabilidade insana. Passamos a explicar. 

Acreditamos que ao votar PS, fizeram bem a si mesmos aqueles reformados que ganham relativamente bem em relação aos novos trabalhadores, que para ganhar o que eles ganham têm de emigrar. Fizeram também bem a si mesmos em votar PS aqueles funcionários públicos que não gostem de trabalhar ou estejam já cansados e desmotivados para o fazer. Estes não têm que se esforçar muito para ganhar o salário ou irem sendo promovidos, porque são geridos por um governo anti-mérito. 

Que atire a primeira pedra contra estes entusiásticos e fiéis eleitores do PS quem, sem vontade de trabalhar, não gostaria de ter também um patrão socialista, nada exigente e contra a meritocracia! Um patrão caído do céu, que não quisesse saber para nada de justiça intergeracional, nem de criar empregos para gente competente, que tolerasse com agrado maus resultados, lentidão, burocracia, prejuízos, dívidas ou nenhuma satisfação dos clientes (contribuintes). A única coisa que tal desleixado patrão, único no mundo ocidental, pede aos funcionários públicos, em troca de não avaliar resultados e deixar tudo a descansar durante férias e pontes, ou trabalharem sempre de casa com horário reduzido em relação ao privado, é que continuem a votar no socialismo, afundando Portugal no fundo da Europa! 

Duvidamos, pois, que alguém vote PS por altruísmo, por exemplo, para com os mais desfavorecidos, sempre esquecidos, a esperarem anos por uma consulta no SNS (enquanto 14 negócios socialistas do lítio se fazem numa noite!), ou para com os seus próprios filhos e netos, a emigrarem a um ritmo de 100 000 por ano de um país com economia destruída pelo PS, logo sem bons empregos (excepto para os “boys” da JS nomeados às centenas como assessores do Governo). Então por que é que tantos votam sempre no PS?  Quem vota no PS fá-lo, certamente, por egoísmo em vez de altruísmo. Todos os eleitores do PS sabem perfeitamente que o PS não ajuda nenhuns desfavorecidos. Os pobres esperam anos por consultas no SNS e recebem tostões enquanto os grandes apoios vão para os negócios da TAP, BES ou companhias de energia que empregam políticos.  Também todos os eleitores do PS sabem perfeitamente que o país está velho e falido devido ao socialismo, por verem 100 mil jovens qualificados por ano a continuarem a emigrar, muito depois do Passos. Apesar de dizerem o contrário, sabem bem que a culpa não é do Passos, mas sim do Sócrates, Costa e do Pedro Nuno. Os governantes socialistas não mudam de vícios nem fazem reformas para melhorar o país desde a última bancarrota que causaram. O pico da emigração, que já levou mais de um milhão de portugueses jovens a sair, começou em 2007 com o PS no Governo. Os eleitores bem reformados ou bem instalados na função pública sem quererem fazer esforço sabem disto, mas votam no PS.

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