NOVA ÁGUIA nº 25

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Figura axial da cultura pátria do último meio século, Pinharanda Gomes será sempre para nós uma figura venerável – falamos não apenas da NOVA ÁGUIA e do MIL: Movimento Internacional Lusófono, mas também de outras entidades com as quais temos uma parceria estratégica, em particular: Fundação Lusíada, Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

Por isso, logo no dia do seu falecimento, decidiram essas entidades prestar-lhe uma Homenagem, que decorreu no Palácio da Independência, a 7 de Outubro, dia em que Pinharanda Gomes completaria oitenta anos. Neste número da NOVA ÁGUIA, após recordarmos o seu contributo em todos os números da Revista, publicamos os Testemunhos então proferidos, para além do próprio Discurso de Sua Excelência, o Presidente da República, que se associou a esta Homenagem. É este, pois, o nosso Tributo a Pinharanda Gomes, Tributo que não ficará por aqui. Na NOVA ÁGUIA, jamais o esqueceremos.

Figura igualmente marcante da cultura pátria do último meio século, especialmente na área da Filosofia Portuguesa, foi Orlando Vitorino, discípulo directo de Álvaro Ribeiro e de José Marinho (tal como o próprio Pinharanda Gomes). Por iniciativa do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, decorreu, no dia 18 de Outubro, também no Palácio da Independência, um Colóquio sobre a sua Obra e Pensamento, em que foram apresentadas mais de uma dezena de comunicações, que aqui publicamos.

Depois, evocamos ainda mais uma dúzia de personalidades: do hispânico Adolfo Bécquer ao brasileiro Tiago Adão Lara, passando por uma série de figuras relevantes da cultura portuguesa, algumas das quais já devidamente destacadas em números anteriores da NOVA ÁGUIA: Afonso Botelho, Agostinho da Silva, Agustina Bessa-Luís, Delfim Santos, D. Duarte de Almeida, Fidelino de Figueiredo, Guerra Junqueiro, Joel Serrão, José Hermano Saraiva e Sophia de Mello Breyner. Como sempre, temos também “outros voos” – a começar, como tem sido hábito, com um valioso texto de Adriano Moreira (neste caso, sobre o nosso povo irmão timorense).

No décimo sétimo número da Revista, começámos a publicar, capítulo a capítulo, a segunda parte da “Vida Conversável”, até agora inédita, de Agostinho da Silva. Entretanto, após uma convergência de esforços bem sucedida, foi possível enfim publicá-la na íntegra, conjuntamente com a primeira parte, entretanto esgotada. Saudando efusivamente essa publicação (também na Colecção NOVA ÁGUIA), publicamos aqui, em “Extravoo”, os capítulos finais dessa obra, bem como um ensaio de Pinharanda Gomes. No “Bibliáguio”, destacamos ainda, como também tem sido hábito, outras obras publicadas recentemente pelo nosso universo de colaboradores. ■

Post Scriptum – Dedicamos este número a três amigos da NOVA ÁGUIA e do MIL que entretanto nos deixaram: Inácio Balesteros, Luís Paixão e Nuno Rebocho. Aos dois primeiros, também por terem assumido a Presidência do Círculo António Telmo, figura em destaque no próximo número da Revista, por ocasião dos dez anos da sua partida. Ao terceiro, também por ter feito a ponte com Cabo Verde, onde nos representou em diversas ocasiões.

Lançamento: 10 de Março, 18h, no Palácio da Independência (Lisboa).