Poética da Nova Águia (IV)

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No décimo terceiro número (1º semestre de 2014), de novo em homenagem a Agostinho da Silva, nos 20 anos da sua morte, e onde se fez igualmente “o balanço de Abril, quarenta anos depois”, destacamos, desde logo, os dois poemas expressamente dedicados àquele que foi, no espaço luso-brasileiro, o maior prefigurador de uma verdadeira Comunidade dos povos de língua portuguesa – de Joaquim Carvalho (“A eternidade pode ser um segundo”, p. 6) e de Maurícia Teles da Silva (“Navega Barca d’Alva”, p. 7); para além dos poemas de duas vozes da África Lusófona – falamos de Delmar Maia Gonçalves (“Ausência”, p. 127) e de Jorge Viegas (“Progresso: p. 127).

No décimo quarto número (2º semestre de 2014), que celebrou os oito séculos da língua portuguesa e os oitenta anos da publicação da Mensagem, destacamos, desde logo, o poema de Maria Luísa Francisco (“Pátria Língua”, p. 7). E, porque sendo a nossa pátria a nossa língua, não desprezamos as nossas raízes civilizacionais europeias em geral e gregas em particular, destacamos igualmente um poema de uma voz grega, a de Irene Galanou, traduzido pela mão brasileira de Constança Marcondes César (“Astianax”, p. 106).

No décimo quinto número (1º semestre de 2015), que comemorou os 100 anos da Revista Orpheu e da publicação da Arte de Ser Português (de Teixeira de Pascoaes), destacamos, desde logo, os três poemas de abertura, que evocam três figuras da cultura lusófona falecidas nesse ano – da nossa autoria, “Manoel de Oliveira (1908-2015)” e “Herberto Helder (1930-2015)” (p. 6), e, da autoria de José Valle de Figueiredo, “Goulart Nogueira (1924-2015)” (p. 7) –, bem como o último poema publicado neste número, Kiba-Mwenyu (pseudónimo de António Joaquim Marques), originalmente redigido em Kimbundu, uma língua de Angola (“Musambu wa kayadi/ Segunda oração”, p. 270).

No décimo sexto número (2º semestre de 2015), que homenageou Sampaio Bruno – o “fundador da filosofia portuguesa”, nas palavras de Álvaro Ribeiro –, nos 100 anos da sua morte, destacamos dois poemas de duas vozes cabo-verdianas, igualmente falecidas nesse ano – falamos de Corsino Fortes (“Proposição”, p. 6) e de Arnaldo França (“Soneto inglês”, p. 6) –, bem como, de José Valle de Figueiredo, o poema “A Arte de Ser Português” (p. 237).

No décimo sétimo número (1º semestre de 2016), que teve como tema de abertura “a importância das Diásporas para a Lusofonia”, destacamos alguns poemas expressamente dedicados a figuras maiores da cultura lusófona – como António Telmo e Mário Cesariny (por António José Borges, p. 155), Sophia de Mello Breyner Andresen e Natália Correia (por Joaquim Carvalho, p. 250), bem como o de Emanuel Medeiros Vieira, poeta brasileiro entretanto falecido, em 2019 (“Atlântico”, p. 251), e ainda um poema inédito de José Enes, comentado por Miguel Real (“Montanha do Pico”, p. 248), bem como alguns excertos da obra do poeta cabo-verdiano Eugénio Tavares, comentados por Elter Manuel Carlos, bem como ainda alguns excertos da obra do poeta português Fernando Echevarría, entretanto igualmente falecido, comentados por Luís de Barreiros Tavares. ■ 

Agenda MIL – 10 de Novembro, 19h30, mais uma sessão de apresentação da NOVA ÁGUIA 28: Escola Luís de Freitas Branco (agrupamento escolar de Paço d’Arcos).