1/5 dos universitários tem doença mental

Os números são aterradores. Um estudo coordenado pela Universidade de Évora (UÉ) acaba de concluir que um quinto dos estudantes do ensino superior sofre de algum tipo de doença mental e que, destes, quase metade foram diagnosticados após o início da pandemia de Covid-19.

Historicamente, Portugal tem procurado criar um ambiente favorável para negócios e investimentos, implementando reformas e medidas para impulsionar o empreendedorismo e o crescimento económico.

O país tem tentado adoptar políticas que visam simplificar os processos burocráticos, promover a inovação, atrair investimentos estrangeiros e estimular o desenvolvimento de sectores-chave, como turismo, tecnologia, investigação e as energias renováveis. Além disso, Portugal é membro da União Europeia (UE) desde 1986.

Mas e as Mulheres Empresárias e Cientistas de Portugal, alguém quer saber um pouco mais delas?

Portugal tem um número significativo de mulheres talentosas que se destacaram como investigadoras e inventoras em diversos campos. Sabemos hoje que em Portugal existe um maior número dessas Mulheres em relação à União Europeia.

Historicamente, as mulheres têm desempenhado um papel importante na ciência e na inovação em Portugal, apesar dos desafios e obstáculos que enfrentaram ao longo dos anos.

Nos últimos anos, houve um aumento na conscientização e nos esforços para promover a igualdade de género na ciência, incentivando a participação e o reconhecimento das mulheres em posições de destaque. Mas com tão pouco resultado!

Várias mulheres portuguesas têm-se destacado em campos científicos e tecnológicos. Por exemplo, destacam-se as pesquisadoras como Maria de Sousa, imunologista que teve contribuições significativas no campo da imunologia e na investigação do cancro.

Mas existem tantas outras quase sem reconhecimento, e com ausência de protagonismo que lhes é merecido.

Estas mulheres cientistas e inventoras em Portugal enfrentam desafios e obstáculos que afectam em grande parte as suas carreiras, o equilíbrio entre trabalho e família, assim como a sua progressão profissional.  De que falo eu, então:

1

Viés de género: Existe uma persistente desigualdade de género em muitos campos, incluindo ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), nos quais a inovação e a pesquisa são frequentemente realizadas. As mulheres continuam a enfrentar estereótipos e preconceitos, ou a serem levadas a sério como inventoras, cientistas, investidoras, entre outras.

2

Lacunas na representação: A representação das mulheres em cargos de liderança e em posições de destaque na ciência e na tecnologia é menor em comparação com os homens. Esta falta de representatividade pode resultar na falta de modelos e mentores femininos, limitando as oportunidades de networking e o desenvolvimento profissional para as nossas mulheres empresárias, docentes, cientistas, inventoras e mães.

3

Equilíbrio entre trabalho e família: muitas de nós enfrentamos o desafio diário de conciliar as responsabilidades familiares com suas carreiras. O cuidado com os filhos, as expectativas sociais e a pressão para assumir um papel principal na vida familiar podem dificultar a dedicação de tempo e energia suficientes para se dedicarem à inovação e à pesquisa.

Ainda aqui existem muitas Mulheres em família monoparental, onde o seu esforço se duplica, triplica ou quadruplica. Eu sei muito bem do que falo e da grande dificuldade em aguentar um dia onde se exige a criatividade e a manter sob controlo tudo o resto.

4

Cultura organizacional: Algumas instituições e ambientes de trabalho não fornecem um ambiente inclusivo e equitativo para estas mulheres. Obstáculos como falta de apoio, discriminação salarial, promoção limitada e falta de políticas podem impactar negativamente nas carreiras e progressão. Acrescenta-se as barreiras para os apoios financeiros, subsídios e investimentos.

*

Quem gere, governa, implementa e é avaliado quando se falam nos Programas e políticas para incentivar a participação das mulheres nestas áreas, fornecer suporte financeiro, criar ambientes de trabalho inclusivos e facilitar o equilíbrio entre trabalho e a família?

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