Demagogia repugnante

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Centeno bateu com a porta. Antevendo o que aí vem, fiel à postura socialista, abandonou o barco assim que soou o alarme anunciando o afundamento. Será o Ministro das Finanças que ficará para a história como responsável de vários (tristes) recordes: a maior dívida pública de sempre; a maior carga fiscal de sempre; a maior dívida a fornecedores de sempre; montante em cativações inimaginável. A crise provocada pelo COVID-19 apenas veio acelerar e agravar (muito) aquilo que era previsível, isto é, um novo colapso económico, até aqui evitado graças a quatro factores: conjuntura económica mundial favorável, crescimento do turismo, sector imobiliário em alta e aumento de impostos. Melhor do que ninguém, Centeno sabe que, mesmo antes da Pandemia, a situação não era a proclamada aos quatro ventos, pois havia crise económica internacional, com risco de recessão em países economicamente importantes, que as cativações não podem ser um poço sem fundo, que as receitas iriam diminuir face à contracção económica (com reflexos directos no turismo e na imobiliária) e que seria quase impossível não continuar a aumentar impostos, receita explosiva que encaminharia o PS para mais um abandono governativo. A sua saída, antes que isso acontecesse, seria inevitável, e cujos sinais corriam já nos bastidores alimentados pelos comentários referentes ao confronto entre o Ministro e o Primeiro-Ministro. 

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O PAN voltou alegremente a dar um tiro no pé. Convencido de que o povo português é um “animal” estilo cordeirinho, toca de lançar uma sondagem sobre as Touradas: “É a favor ou é contra”. Fazendo jus à tradição e à cultura tauromáquica fortemente enraizada em Portugal, evidentemente que ganhou o “SIM” às Corridas de Touros. A Comunicação Social, “vendida” ao Sistema por 15 milhões de euros, olhou para o lado e praticamente não tocou no assunto. Fosse ao contrário e, para além de ser certamente tema de abertura dos noticiários, seria notícia durante dois ou três dias, acompanhada de inúmeras entrevistas regozijando-se com o resultado. Assim vai a “isenção” do jornalismo em Portugal.

Ainda a propósito de Corridas de Touros, mais uma vez a Ministra da Cultura mostrou a sua total incapacidade para o cargo, na linha aliás dos restantes membros do Executivo, ao recusar-se a receber a oferta de uma máscara confeccionada com tecido de uma jaqueta de Forcado, durante uma visita ao Alentejo. Triste e condenável figura. Deveria saber a Senhora Ministra que o lugar obriga a isenção de gostos e implica ter uma postura nacional, mesmo que para isso se tenha que engolir sapos. O acto foi de tal forma criticado que, depois disso, toca de aceitar tudo o que os diversos Grupos de Forcados lhe têm oferecido.

O Governo socialista, cujo comportamento é de absoluto desgoverno, continua a tudo fazer para dar razão àqueles que, após a criação da “geringonça”, apregoavam a vinda de um segundo PREC. É mais do que evidente que, tal como em 1974 / 1975, quem manda é a extrema-esquerda, umas vezes com o PCP como maestro, outras com o BE, com um PS muito obediente e bem comportadinho a tocar a música que lhe mandam. Provas evidentes do que acabo de afirmar são os episódios da cerimónia do 25 de Abril na Assembleia da República, das comemorações do 1º de Maio na Alameda e mais recentemente da manifestação do PCP no Parque Eduardo VII, quando é exigido aos restantes portugueses que fiquem em casa, proibindo-os de se reunir, de festejar aniversários, celebrar casamentos, acompanhar entes queridos no seu funeral, etc., etc., numa clara e inequívoca dualidade de critérios, gritante, condenável e intolerável. A cereja em cima do bolo é a autorização para a realização da Festa do Avante. Se dúvidas existissem… 

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Voltando ao Executivo e à sua total incompetência, assistimos mais uma vez ao triste silêncio e inépcia do Ministro da Administração Interna ao não mandar as Forças da Ordem imediatamente para a rua dispersar a manifestação anti-racismo, que afinal mais não foi do que uma manifestação de ódio racista e contra as Forças da Ordem, exibindo cartazes atentatórios à Liberdade, à Ordem, à Lei e à Constituição, com sistemáticas atitudes de provocação e desrespeito, perante a passividade do Ministério da Administração Interna. Deplorável. 

Ainda sobre a citada manifestação, uma palavra de repúdio pela mesma, por várias razões. Não pela essência em si – em pleno século XXI, obviamente que não deveria haver racismo – mas pela incoerência e falsidade da mesma. Desde logo, porque a grande parte dos participantes é racista; é racista entre si – racismo tribal – e é racista contra brancos (aliás bem patente em alguns cartazes exibidos); depois, porque muitos dos presentes – nomeadamente figuras públicas – nunca mostraram qualquer indignação pelo assassinato de brancos em África (alguns, portugueses), nomeadamente em Angola e na África do Sul, meramente por questões racistas; por último, porque a manifestação se tornou um ataque absurdo, gratuito e imbecil contra as Autoridades Policiais, em moldes violentos, racistas e odiosos. Curioso verificar ainda que estes mesmos indivíduos não se manifestaram aquando do assassinato do estudante cabo-verdiano em Viana do Castelo (por brancos), nem aquando do assassinato do estudante branco em Lisboa / Campo Grande (por pretos). Fica a ideia de, em ano de eleições americanas, tratar-se de um complot internacional na tentativa de denegrir Trump. Parece desconhecerem em absoluto o povo americano…

O Governo mantém a sua postura de parcialidade, incoerência e falta de respeito pelo povo português em termos de confinamentos. Se dúvidas existissem, dissiparam-se perante o deplorável espectáculo levado a cabo no Campo Pequeno, de apoio ao “pimba do Regime”. Que o Primeiro-Ministro, António Costa, marque presença, não espanta, agora que o mesmo faça o Presidente da República (uma triste surpresa), já dá muito que pensar. Um péssimo exemplo e inqualificável!

De novo, uma referência ao infame comportamento do Governo socialista para com a Madeira, ao recusar-se a dar o Aval ao empréstimo necessário para fazer frente à crise económica na Região provocada pela Pandemia. Há Aval para o NOVO BANCO, para a TAP, mas não há para o Governo Regional da Madeira, cujo custo em juros, devida à falta do citado Aval, rondará os 5 milhões de euros por ano. É, novamente, um claro sinal de desprezo e uma afronta pelos Madeirenses e Porto-Santenses, só possível em gente de grande baixeza política. 

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O silêncio do Governo face ao vandalismo de estátuas, aos comentários xenófobos e racistas vindo dos supostos “anti-racistas”, que só têm incitado à violência é confrangedor e intolerável.

A esquerda e a extrema-esquerda, no seu habitual comportamento intolerante, opressivo, ditatorial, arrogante, prepotente e incoerente, não admite a existência de Partidos que lhes façam frente e desmascarem a sua mentira e demagogia. Seguindo à risca a linha Estalinista, qualquer um que surja é desde logo apelidado de “fascista” ou de “extrema-direita” na tentativa de o amedrontar e silenciar. É o que se passa relativamente ao CHEGA. Como até agora os resultados têm sido nulos (bem pelo contrário, o Partido tem vindo a subir sistematicamente nas sondagens), resolveram lançar uma Petição com o objectivo de proibir o CHEGA. Engraçado que, poucos dias depois, surgia uma outra Petição com o mesmo intuito, mas relativamente ao Bloco de Esquerda. As Petições valem o que valem, e na maior parte das vezes ficam na gaveta, mas neste caso o que há a realçar é o facto de, pela primeira vez, haver uma resposta à altura, sem medos, nem receios, aos sistemáticos atropelos levados a cabo pelas esquerdas, até agora sem que alguém ousasse fazer-lhes frente. Timidamente parece que Portugal dá sinais de querer renascer das cinzas. 

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Repugnante a demagogia e forma tendenciosa como a Comunicação Social tem vindo a abordar as repercussões do COVID-19, a nível mundial, escamoteando notícias, adulterando resultados, “cozinhando” outros e, sem qualquer pudor, denotando uma gritante dualidade de critérios, totalmente contrária à ética jornalística e à essência do jornalismo. ■