MARIA COSTA

Depois de uma fase em que parecia querer aceitar o namoro do “novo” PSD, António Costa apressou-se a tranquilizar a esquerda enquanto não se percebe claramente o caminho que Rui Rio pretende seguir.

Coube ao sucessor de António Costa na autarquia lisboeta, Fernando Medina, dar o recado depois da vitória Rui Rio: “esta eleição do PSD foi muito importante, porque é a primeira grande renovação da direita português depois das eleições”, disse o autarca, assumindo que os socialistas vão procurar ter com o novo líder social-democrata um relacionamento muito diferente do que se verificou com Pedro Passos Coelho.

Acima de tudo, o PS está expectante face à liderança de Rui Rio, pois durante a campanha eleitoral o novo presidente ‘laranja’ não foi muito claro sobre a sua política de alianças. Na verdade, ninguém percebeu ao certo se Rio está ou não disponível para ir até à constituição de um Bloco Central, se preferiria oferecer apoio parlamentar a uma eventual maioria relativa do PS de António Costa ou se, na verdade, as referências que fez ao tema durante a campanha eleitoral não passaram de frases para ganhar votos às franjas do PSD que desejam regressar à área do poder a todo o custo.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.
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  • Fernando Teixeira

    Pois o diabo que carregue a “maioria de esquerda”, erguida com todos os partidos que perderam as eleições. António Costa, o “poucochinho”, não só não esperava perder como, se anunciasse antes esta santa aliança, o PSD/CDS teriam obtido a maioria absoluta. Ele enganou os votantes, perdeu as eleições, é um USURPADOR do poder.

  • Jason Voorhees