Parte 2 – Ética, Justiça e Corrupção

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A semana passada escrevi que a escolha dos candidatos a deputados pelos chefes partidários, e não pelos eleitores, está na raiz da decadência da democracia portuguesa, da ausência de escrutínio das actividades dos governos e da escolha de pessoas para cargos dirigentes sem o currículo de competência, isenção e seriedade próprio de um regime democrático.   

António Costa e o PS estiveram durante os últimos quatro anos da legislatura na origem da distribuição de empregos em todos os níveis das hierarquias do Estado, políticas e administrativas, num modelo governativo rotulado pelos jornalistas de ‘familygate’. Durante estes quatro anos de governo de António Costa, coadjuvado pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP, foi já possível avaliar os resultados do modelo: gestão desastrosa das funções do Estado – segurança pública, saúde, educação, investimento público – além da maior onda de corrupção da parte dos agentes do Estado escolhidos pelos partidos no poder.

Relativamente à má gestão das funções do Estado, o Governo reduziu as horas de trabalho dos funcionários, com óbvio prejuízo dos utentes, lançou dinheiro sobre alguns dos problemas onde pensa evitar a fuga de votos e tenta substituir a qualidade pela quantidade, dando lugar a mais empregos, mas também a maior desorientação, gestão danosa e a mais casos de manipulação política.

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