Pesada herança

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António Costa continua a ser um mestre da propaganda, sem que a direita lhe saiba responder. Se a dívida pública desceu, graças a uma das maiores cargas fiscais de sempre, o endividamento da economia é tal que numa nova recessão Portugal teria certamente de pedir um resgate. E ainda há quem se admire por Centeno não ir liderar o FMI…

Dívida, dívida e mais dívida. Portugal é uma Nação mergulhada em dívida, mas Costa e o “super-ministro” Mário Centeno não falam nunca no assunto, e a direita “bem-comportada” nunca o aborda. Rui Rio, aliás, quando confrontado com o problema, limitou-se a dizer que não estava «nada surpreendido», não aprofundando a questão. E os jornalistas, mesmo com legislativas apenas a dois meses de distância, centram-se apenas na dívida pública, ignorando a bomba-relógio à sua frente.

Mas factos são factos e, segundo um novo relatório do Banco de Portugal, o nosso País atingiu o que esta organização considera ser um “máximo histórico” de dívida, quase 730 mil milhões de euros. Em perspectiva, aquilo que os portugueses devem é o equivalente à economia inteira da Holanda. Em termos percentuais, somos o quinto país mais endividado do planeta.

Mas se os economistas consideram isto um alerta vermelho à navegação, Costa não está preocupado. Aliás, no seu programa económico deu luz verde para os portugueses gastarem e contraírem mais crédito, de forma a alcançar maior popularidade. 

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