Um país mafioso

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Escrevo a sete de Agosto, lá fora chove, abençoadamente, o inferno dos fogos florestais que tem assolado o país nos últimos anos não atingiu, felizmente, as proporções apocalípticas que se esperavam. No entanto, os sinais são muito evidentes da incúria governativa.

O cadastro dos solos não se efectuou. Ninguém sabe quem são os proprietários florestais nem de quem são as terras por limpar e abandonadas, algumas não terão sequer dono. Fizeram-se leis que não foram longe, não há confisco de terras abandonadas, maltratadas ou não limpas. Capoulas Santos, um ministro que vem de longe, como Costa, dos governos Sócrates e mesmo Guterres, nada faz. É um ministro a fingir, nada do que seja beliscar a toda poderosa indústria da celulose é feito.

A unidade de missão que viria salvar o país dos fogos nada fez, seria chefiada por um homem da indústria da celulose, serviu apenas para tapar algumas bocas após a tragédia de 2017, serviu também para dar uns tachos e colocar uns “boys” e “girls” e gastar dinheiros preciosos do orçamento.

Escrevo a sete de Agosto, lá fora chove, abençoadamente, o inferno dos fogos florestais que tem assolado o país nos últimos anos não atingiu, felizmente, as proporções apocalípticas que se esperavam. No entanto, os sinais são muito evidentes da incúria governativa.

O cadastro dos solos não se efectuou. Ninguém sabe quem são os proprietários florestais nem de quem são as terras por limpar e abandonadas, algumas não terão sequer dono. Fizeram-se leis que não foram longe, não há confisco de terras abandonadas, maltratadas ou não limpas. Capoulas Santos, um ministro que vem de longe, como Costa, dos governos Sócrates e mesmo Guterres, nada faz. É um ministro a fingir, nada do que seja beliscar a toda poderosa indústria da celulose é feito.

A unidade de missão que viria salvar o país dos fogos nada fez, seria chefiada por um homem da indústria da celulose, serviu apenas para tapar algumas bocas após a tragédia de 2017, serviu também para dar uns tachos e colocar uns “boys” e “girls” e gastar dinheiros preciosos do orçamento.

A (des)protecção é chefiada por um general na reforma, com um bom currículo militar, mas que nada de especial tem feito na protecção civil, como se viu muito recentemente no terrível fogo de Mação, em que ardeu o que ainda não tinha ardido antes e onde o bode expiatório de Costa foi o autarca local, isto apesar de a população ter limpo as ervinhas para inglês ver. Toda a restante estrutura cheia de galões, estrelas, casacos fosforescentes e jipes de topo de gama constitui um refinado sistema para estágio, e queima, de “boys” e “girls”, serve sobretudo para gastar e distribuir dinheiro em equipamentos a fingir para a população se “sensibilizar” e, de caminho, assar, se tiver a desdita de usar a porcaria que não serve para nada distribuída ao povo, lixo de merchandising comprado a outros amigalhaços pelo dobro ou triplo do que custaria se fosse feito um concurso público a sério. E isso são apenas os amendoins, que o grosso do negócio está nas aeronaves e nos equipamentos de combate.

• Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas