A “venezualização” de Portugal

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A esquerda prepara-se controlar quase dois terços da Assembleia da República, ficando ao alcance de uma maioria capaz de alterar a Constituição. Estranhamente, a mesma esquerda deixou de falar na situação da Venezuela, onde essas alterações constitucionais levaram ao drama humano que ali se vive hoje.

Enquanto António Costa grita de forma confiante “cumprimos”, e a esquerda radical se prepara para lhe pedir ainda mais em troca de uma nova geringonça, do outro lado do Atlântico existe uma terra onde apenas há electricidade durante umas horas do dia, onde as pessoas morrem nos corredores dos hospitais por falta de medicamentos, e onde se sobrevive com apenas valores como cinco e dez euros por mês, que se traduzem em pilhas e pilhas de notas devido à inflação galopante. Falamos claro, da ditadura bolivariana da Venezuela. 

Em Portugal parece que já ninguém se lembra de que esta terra existe, o que é deveras estranho, pois em tempos José Sócrates sorria ao lado do Presidente do cruel regime  venezuelano, ao mesmo tempo que o PCP e o BE se empurravam para ver quem mais dizia bem da ditadura e todas as cabeças falantes da praça pública esquerdista adoravam o bolivarianismo.

Democracia à moda do BE
Longe parecem ir os dias em que o grupo europeu a que pertence o Bloco de Esquerda dizia que “enquanto na Europa a democracia está a falhar, na Venezuela a democracia participativa tornou-se um sinal de identidade”. Nessa época, os radicais promoviam a Venezuela como uma alternativa à “austeridade da direita”, que afinal até não era tão radical como os actuais cortes, que contam com a assinatura do BE e do PCP. 

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