Hipocrisia social-fascista

0
819

A questão da greve dos camionistas veio levantar algumas observações deveras interessantes das forças políticas do regime. Se a direita fosse governo em Portugal, teríamos a geringonça toda na rua em uníssono protesto a favor dos grevistas contra as medidas governamentais, invocando o direito à greve dos trabalhadores.

Sabemos que nos regimes fascistas e social-fascistas as greves não são permitidas. Lembramo-nos de que em Portugal os diferendos entre o patronato e a classe trabalhadora eram solucionados à maneira corporativa pelo diálogo, sem se entrar em situação de greve, a qual era imediatamente punida e os grevistas eventualmente presos. Nos regimes social-fascistas também não era permitida a greve, porque o poder era a classe trabalhadora e uma greve representaria a luta de trabalhadores contra trabalhadores, uma vez que o poder era a emanação da classe obreira. Só que essa emanação constituía a nomenclatura que assumia domínio absoluto e até violento contra quem ousasse desafiá-la por meio duma greve. Esta, a produzir-se, seria imediatamente suprimida até pela violência, com consequências que poderiam ser fatais como deportações para o Gulag Siberiano.

• Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas