Agora até a Matemática é racista?

A esquerda portuguesa não tem uma ideia original há anos, importando todos os maus “adiantamentos mentais” vindos de fora. Agora, a nova moda é que a Matemática é racista e pode ser ensinada através da dança. O DIABO teve acesso a um destes manuais escolares “progressistas”...

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Importamos todos os maus “adiantamentos mentais” vindos de fora. A nova moda é que a Matemática é racista e pode ser ensinada através da dança.

Já vão longe os dias em que os comissários políticos do PCP recebiam cegamente ordens de marcha da URSS, mas outros comissários marxistas estão agora em formação. Falamos, claro, dos comissários políticos do marxismo politicamente correcto. Este novo KGB progressista é uma força cuja influência cresceu devido às modas vindas dos Estados Unidos e as suas vozes já começam a ter um forte impacto no Governo de António Costa, que está refém da extrema-esquerda. Mas se ontem o inimigo eram as touradas, agora o novo “inimigo do povo” são as ciências exactas, mais concretamente a matemática, cujo ensino foi declarado racista pela elite pós-moderna.

Se parece uma ameaça que ainda vai longe, nos EUA vários estados controlados pela esquerda anunciaram que querem adoptar currículos onde a matemática tem que ser ensinada a partir de uma cartilha anti-racista, anti-fascista, anti-imperialista, anti-capitalista… um chorrilho de chavões e palavras de ordem aos quais a esquerda nos habituou. Até mesmo o manual usa linguagem revolucionária, a começar pelo uso do termo “stride”, passo largo, para designar os capítulos. Como se já não nos chegasse o “fascista!” dos tempos do PREC… 

Mas certamente o leitor questiona como é que a matemática, sendo uma ciência exacta, é “racista”. Como é que 2+2 é igual a racismo? A resposta para quem não perdeu a sua sanidade mental é simples: não é. Mas o objectivo desta reforma não é melhorar o ensino, é transformar as nossas escolas, pagas com os nossos impostos, em centros de activismo político de esquerda. O sonho do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português.

Matemática é o ópio do povo

A ofensiva anti-intelectual está bem organizada e podemos compreender como ela funciona a partir do manual escolar e guia para professor intitulado “O caminho para um ensino de matemática igualitário: desmantelar o racismo na instrução da matemática”, ao qual O DIABO teve acesso. Este livro está em vias de se tornar obrigatório nas escolas de vários estados americanos. Depois disso, como é comum, esta obra adietada mental chegará às nossas praias lusitanas pouco depois, pelas mãos da pequena elite lisboeta não-eleita bloquista e que todos os dias publica comentários nos jornais do regime.

Citando os autores, a matemática é racista porque coloca o foco da aprendizagem em alcançar o “resultado certo”, o que é uma característica do que os autores determinam como sendo a “cultura da supremacia branca” visto que, e novamente citamos directamente, esta cultura perpetua “a ideia de que existem sempre respostas certas e erradas, perpetua a ideia de objectividade bem como o medo do conflito aberto”. O livro incentiva o professor a aceitar sempre várias respostas certas. Quando o engenheiro que desenha uma ponte chegar a dois resultados diferentes a partir da mesma conta e ela cair, sabemos quem podemos culpar.

O professor é também incentivado a não usar perante os alunos nomes como “teorema de Pitágoras”, pois tal palavra é eurocêntrica tendo em conta que, segundo os progressistas, outros povos já tinham este teorema antes de Pitágoras. Nunca é esclarecido que povos e se eram conhecidos os seus autores, mas a história também é algo que a esquerda quer modificar a seu bel-prazer.

Diga-se que “professor” neste mundo da escola de esquerda parece-nos um termo algo exagerado, talvez “gestor de comunidade” ou “animador sociocultural” sejam mais adequados, visto que o livro insta o professor a incentivar o “esforço comunitário” em vez dos petizes fazerem exercícios, bem como a evitar “estruturas de poder na sala de aula”. Trocado por miúdos, é errado e racista o professor impor disciplina na sala de aula, e se os alunos a partirem toda é culpa do professor. Também é recomendado que se evite um excesso de “rigor”, característico daquilo que os autores consideram a “supremacia branca”, ou seja, não se deve exigir que o petiz apresente o seu trabalho ou faça um exame, tal é racismo. Em vez disso, este manual recomenda, e citamos, que “os estudantes criem vídeos de ‘TikTok’ [rede social], filmes silenciosos, ou ‘cartoons’ sobre conceitos matemáticos”. A Sociedade Portuguesa de Matemática vai ter um dia em cheio quando este novo tipo de ensino chegar cá.

Professor de Matemática: inimigo da revolução

Se estes exemplos que escolhemos a dedo (pois colocar toda a loucura nestas páginas ocuparia o jornal todo) parecem ridículos, o livro é muito directo a explicar toda a sua razão de existir. Essa resposta encontra-se logo na página 9 do manual, quando os autores proclamam que um “professor de matemática anti-racista” deverá ser capaz de “identificar e desafiar as formas em como a matemática é usada para promover valores capitalistas, imperialistas e racistas” e que devem ensinar que a “matemática pode ser usada como forma de resistência” ao dito capitalismo. Valores do PREC, com linguagem pós-moderna. E no malfadado PREC os professores eram inimigos da revolução, fechados dentro de salas de aula enquanto os alunos iam às caóticas Reuniões Gerais de Alunos em vez de estudarem. Na China de Mao Zedong os professores eram inimigos da revolução, obrigados a expurgar os seus “pecados” ou a serem mortos. Nos novos manuais revolucionários os professores de matemática são novamente tratados como inimigos da revolução e apenas obedecendo ao novo dogma poderão escapar ao despedimento por serem “racistas”. E por racista se entenda alguém que não é de esquerda, tal como o era o fascista no tempo do PREC.

Os métodos propostos são similares aos da revolução cultural, pois o novo manual exige que cada “professor anti-racista” promova sessões semanais de “autocrítica”. O livro defende que qualquer erro que o aluno dê é culpa do professor, da sua incapacidade de comunicar e de “integrar”. Os meninos não sabem a tabuada? O manual diz que a culpa é do professor por não convidar matemáticos de cor ou LGBT à sala de aula. Tudo a ver com matemática e nada com política…

Esquerda: inimiga
do conhecimento

Esta ofensiva total da esquerda internacional contra a matemática chega num momento péssimo para o conhecimento dos jovens. O actual Governo de esquerda já desmantelou quase todo o bom trabalho de Nuno Crato no estabelecimento de um ensino exigente e meritocrático. Aliás, já em artigos anteriores O DIABO tinha alertado para esta crise, quando o Ministério da Educação de Costa colocou as “competências interpessoais” ao mesmo nível de importância do ensino do português.

E, de facto, a Sociedade Portuguesa de Matemática está menos preocupada com o teor “imperialista” da matemática e mais com os “múltiplos e graves problemas” que assinalaram nos novos currículos e que vão, segundo os elementos da SPM, ter “repercussões directas no futuro académico dos alunos”. 

Se o problema é que o novo currículo “implica uma redução drástica do nível de profundidade dos temas a abordar, conduzindo a uma aprendizagem com falhas de relevo”, então o que irá acontecer quando o currículo que se segue determina que podem haver muitas respostas certas a um problema? 

Os académicos lamentam também que no novo programa esquerdista fique “diluída” a “margem de decisão” dos professores. Que irão dizer quando os professores forem obrigados a sessões de autocrítica semanais…

E que irão dizer os pais e os avós quando não quiserem que os seus descendentes sejam ensinados de acordo com os valores da esquerda radical? Que irão poder fazer? Tudo indicia que os filhos e netos, quer seja no ensino público ou privado, irão ser obrigados à força a aprender aquilo que o BE, o PCP e os “intelectuais” a mando deles querem que lhes seja ensinado. Aqueles pais que recusarem esta educação progressista e tendenciosa verão os seus filhos a serem sumariamente chumbados. 

Parece ficção científica, mas quem duvida que seja possível então que pergunte a Artur Mesquita Guimarães – pai de duas crianças em Famalicão, que foram chumbadas por ordem do Governo de esquerda por o pai se recusar que elas recebam aulas de cidadania com conteúdo sexual e ideológico – se não é algo que se pode tornar realidade. Mesmo após um abaixo-assinado que contou com nomes como o cardeal D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, o antigo Presidente da República Cavaco Silva, o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, o deputado socialista Sérgio Sousa Pinto, o professor doutor Adriano Moreira, um antigo procurador-geral da República, médicos, advogados, constitucionalistas e muito mais, os dois jovens voltaram a ser chumbados este ano por ordem do Governo, apesar de terem notas para passar com facilidade nas ciências exactas. São as ciências que importam para o futuro da Nação e as mesmas que a esquerda agora quer destruir… ■