Cabrita, o pára-raios de Costa

0
1289

Costa é tão ou mais incompetente que Cabrita mas, porque mente melhor, disfarça melhor. Nos tempos da Faculdade, o primeiro-ministro encontrou no ministro da Administração Interna um aliado para a vida e, sobretudo, um pára-raios imparável e insubstituível. Por isso mantém Cabrita no Governo e olha, orgulhoso, para tanta gente incauta a focar só em Cabrita a raiva pela decadência de resultados e moral deste Governo por ele chefiado. Nada poderia ser mais útil à sobrevivência política de Costa que uma população e comunicação social apenas focadas nas muitas asneiras de Cabrita, ignorando os muito mais disparates do primeiro-ministro na condução de todo o Governo. Enquanto andar tanta gente entretida com o problema secundário Cabrita, não se preocupam com o problema principal Costa. A austeridade, a economia deteriorada, o maior preço da energia de toda a EU ou a mão estendida para a Europa são obras principalmente de Costa, não de Cabrita. 

Só que Costa consegue fazer um sorriso cínico e uma voz grave, que Cabrita não consegue, para mentir e aparentar que percebe de administração interna, economia ou de saúde pública. Assim, engana 1,9 milhões de eleitores crédulos, que acreditam mesmo que Costa, apesar de ser deputado e governante ao longo das últimas quatro décadas, nada tem a ver com o estado a que Portugal chegou, de corrupção, de emigração como no tempo de Salazar e dos salários mais baixos da Europa. A culpa do Governo ter tão maus resultados, para demasiadas almas ingénuas, é toda do útil bode expiatório Cabrita, aio fiel de Costa. 

Cabrita também ganha em fazer este papel tão positivo para Costa. Mantém-se ministro e vê a sua esposa ser nomeada reguladora da mobilidade, com mais 16 mil euros mensais a entrarem lá em casa. Um casal que ganha tanto dinheiro dos contribuintes para nada, quer lá saber de ser criticado na imprensa e servir de pára-raios ao amigo que lhes proporciona uma qualidade de vida de topo mundial, mas terceiro-mundista à população. Na Venezuela, Maduro também paga muito aos ministros e familiares. Estes vão para Espanha acelerar em carros topo de gama, tal como Cabrita faz no Alentejo. 

Tal como Maduro, Costa e Cabrita também tentaram assassinar politicamente – fingindo que não – um seu potencial opositor. No caso português, a vítima da vilania pessoal antidemocrática foi Paulo Rangel, mas este, ao contrário deles, fez um louvável esforço para emagrecer e cuidar melhor da sua saúde. Já Costa e Cabrita não conseguem nunca cortar nem no açúcar em excesso que ingerem, nem nos impostos que nos cobram e que, depois, gastam nos negócios ruinosos dos amigos deles, aí ainda mais gulosos e perdulários, Lítio, de Oliveira e Costa, TAP, de Lacerda, Novo Banco, de Salgado, ou Benfica, de Vieira.

Também na pandemia Costa e Cabrita foram dos piores e menos exemplares ministros de toda Europa. Além de terem frequentemente dos piores resultados europeus, com maiores números de infectados e mortos “per capita”, impuseram e impõem à população regras de movimento ineficientemente restritivas, muitas nada preventivas da contaminação. No entanto, eles próprios pouco cumpriram, só para verem ou promoverem jogos, festejos e finais de futebol até mais não, fazerem comícios e festas comunistas ou andarem pelo país a velocidade mortífera a cortar fitas. Costa e Cabrita nunca chegaram a estar confinados, mas, a nós, só nos vão desconfinar em vésperas de eleições autárquicas. Confiam que 1,9 milhões de eleitores sejam, de novo, tão fáceis de enganar, que achem que ficar em áreas metropolitanas transformadas em prisões por muitos mais meses que o resto dos outros europeus, seja uma “prenda” pela qual têm de votar, agradecidos e submissos a este duo de pesadelo. 

Costa e Cabrita são farinha do mesmo saco apodrecido, que resulta quer nas mortes desnecessárias em fogos e lares (devido à corrupção ou desperdício nos helicópteros Kamov/SIRESP e nomeação, por Costa, de incompetentes na saúde pública), quer nas mortes de um emigrante ucraniano ou de um trabalhador da autoestrada (devido aos excessos de violência e velocidade, da responsabilidade de Cabrita). No entanto, como referido, Costa, além de mais cínico, é melhor comunicador que o seu amigo de longa data. Ao manter Cabrita, menos hábil e empático na comunicação enganosa para a população, Costa só tem a ganhar. É como se Cabrita fosse o guarda-redes da incompetência de Costa. 

Normalmente não se deve falar em aspectos fisiológicos de políticos, mas o autor destas linhas abre uma excepção para Costa e Cabrita, para provarem do seu próprio veneno, já referido aqui acima. Estes dois, e os seus muitos assessores de comunicação do Rato e do Governo, que atacam opositores com mentiras ou vilanias, orquestraram a divulgação de um vil vídeo sobre um assunto pessoal de Paulo Rangel, do maior partido da oposição. Rangel foi filmado à noite e perseguido por senhoras cujo tom e voz revelam terem pouca educação – e talvez serem pagas pelo PS. Ora, Rangel não estava a fazer nada de muito sério, caminhava na rua depois de beber num jantar para afogar mágoas pessoais, mas sem pôr em risco a vida de ninguém. Isto ao contrário de vários deputados do PS que, quando bebem tanto ou mais álcool do que Rangel bebeu, pegam logo nos carros. 

Os casos são já vários de atropelamentos – incluindo mortais – feitos por deputados e governantes do PS ou pelos seus motoristas. Vários foram, inclusive, condenados a serviço comunitário. No entanto, qualquer vídeo sobre isso é logo censurado. Não querem que se fale dos graves aspectos pessoais deles, mas falam dos menos graves vindos dos opositores. 

Ao contrário de Rangel, renovado e emagrecido, Costa e Cabrita são indivíduos bastante obesos e de cara muito inchada, com o já referido tão pouco cuidado com a sua saúde e com as calorias que ingerem, como com a nossa economia e o que gastam dos nossos impostos. Não fazem exercício físico suficiente nem debatem nada democraticamente. Mentes e corpos nada sãos. Não têm autocontrolo nem capacidade para controlar Portugal. No entanto, apesar de ser tão pouco fotogénico como Cabrita, Costa passa melhor na televisão porque mente melhor. Para Costa mentir é uma capacidade inata, pois há décadas mente a sorrir em todo o lado, sempre a mentir que não fez nada de mal na década anterior. Já para Cabrita mentir é uma óbvia dificuldade que se nota na sua expressão não-verbal, cada vez que é apanhado em mais um acto grave de incapacidade como figura de Estado, dos festejos anárquicos do campeonato nacional de futebol aos festejos ainda mais anárquicos da final do campeonato europeu de clubes. 

Em tudo o resto Costa e Cabrita são iguais por isso lideraram, respetivamente, um em Lisboa e o outro no distrito de Setúbal, o ataque a um homem de uma elegância moral e fisiológica, António José Seguro, que estes dois nunca terão. Muita gente e uma comunicação social que se juntou a estes dois monstros no ataque monstruoso à honestidade e integridade nas primárias do PS deviam ter vergonha de agora andar sempre a criticar só Cabrita, mas com medo do chefe dele e do Governo Costa. 

Concluímos, não há diferença significativa entre estes dois, excepto que Costa mente melhor. O país chegou tão fundo na Europa precisamente por estar nas mãos de gente pouco inteligente e pouco ética como Costa, Cabrita, Sócrates, Ferro, Vara e os ministros jotas, que têm sido seus “mentores”. ■