Alto risco na economia

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Bem pode Mário Centeno estar com alto astral depois de ter sido eleito pela revista ‘The banker’ como ministro das Finanças do ano na Europa: a realidade em Portugal inverteu o rumo e, até ao fim do seu mandato, as expectativas são de sucessivas revisões em baixa dos números macroeconómicos.

A dívida pública portuguesa é a mais perigosa no mundo desenvolvido (talvez com a excepção da Grécia), um sinal claríssimo de que as nossas contas públicas estão muito longe de estar minimamente saudáveis, ainda que o défice seja já baixo” – advertiu o Forum para a Competitividade na sua nota de conjuntura de Dezembro.

Segundo a instituição liderada por Pedro Ferraz da Costa, um ex-líder da CIP, “provavelmente o dé ce cará abaixo dos 0,7%” em 2018 e, “mesmo considerando o efeito do pagamento dos subsídios de Natal (que valerá 0,7% ou 0,8%), o dé ce do 4.o trimestre cará abaixo dos 0,4%, trazendo o dé ce do ano para um valor em torno dos 0,5%”. Descontando muito as medidas pontuais, como as cativações a que Centeno deita mão para travar a despesa autorizada e propagandeada pelo Governo, haverá um “equilíbrio orçamental”, acrescenta o Forum.

Em 21 de Dezembro, o ministro das Finanças, Centeno, tinha admitido rever em baixa a meta do dé ce para 2018, sem avançar um valor, depois de o Instituto Nacional de Estatística ter anunciado um excedente de 0,7% do PIB no terceiro trimestre. A estimativa do Forum para a Competitividade de um dé ce de 0,5% do PIB em 2018 acompanha ainda a perspectiva anunciada em Setembro pelo Conselho das Finanças Públicas de Teodora Cardoso.

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