MARIA COSTA

Pressões na despesa pública e impacto das medidas de apoio ao sector financeiro são alguns dos vários riscos e incertezas que se colocam ao crescimento do Produto Interno Bruto – a riqueza gerada no País. Apesar de o quadro geral ser considerado globalmente positivo, o Conselho das Finanças Públicas vê nuvens negras no horizonte.

Com um Governo do PS dependente de dois partidos de esquerda pura e dura, como o PCP e o BE, será difícil ‘resistir’ politicamente ao apelo para aumentar a despesa pública, ou seja, salários, pensões, prestações sociais e gastos com a saúde. As inúmeras greves e contestações de várias classes de funcionários públicos são uma evidência de que os sindicatos vão pressionar o mais que puderem. De resto, Jerónimo de Sousa já disse que ao passo dado no descongelamento das carreiras da Função Pública havia que juntar mais um passo para aumentos salariais.

Já quanto ao sistema financeiro, refira-se que a recapitalização da CGD continua à espera de uma decisão de Bruxelas para se saber se tem impacto no défice. Em paralelo, o Novo Banco continua a onerar os contribuintes, e o caso do Montepio é considerado uma bomba ao retardador por muitos analistas que temem um desfecho complicado. O quadro financeiro geral é, no mínimo, preocupante.

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