Ano Novo… Tancos Velho

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O caso de Tancos tem todos os ingredientes para se transformar num pesadelo para antónio Costa em ano de eleições. O escândalo, que rebentou em 29 de Junho de 2017, poderá estar ainda por resolver mais de dois anos depois, quando formos à urnas em Outubro próximo.

Na frente parlamentar, a bronca de Tancos vai continuar a dar água pela barba. Já se sabe que a comissão de inquérito ao furto de material militar vai reunir-se duas vezes por semana, e que começa as audições a 63 personalidades em Janeiro, segundo um calendário já acordado que se estenderá até Maio e incluirá o depoimento, por escrito, do primeiro-ministro, António Costa. A comissão vai também fazer visitas a Tancos e ao Campo Militar de Santa Margarida, para onde foi transferida grande parte do material após o furto, em Junho de 2017.

Por vontade do Governo da geringonça, o caso teria sido varrido para debaixo do tapete da investigação judicial, desaparecendo do palco da política. Mas em Setembro, a investigação do Ministério Público à recuperação do material furtado, designada Operação Húbris, levou à detenção para interrogatório de militares da PJ Militar e da GNR e foi nessa altura que o CDS confrontou o Executivo com as suas responsabilidades e conseguiu (apenas com a abstenção do PCP e do PEV) a formação de uma comissão de inquérito. Esta, constituída finalmente em Novembro, terá como é habitual uma vigência de 180 dias, até Maio de 2019, prorrogável por mais 90, para chegar a conclusões. Mesmo em cima da campanha eleitoral…

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