Apenas ficaremos mais pobres

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Resolvido o problema das legislativas é agora o tempo de o Partido Socialista formar governo, para o que terá de chegar a acordo com um, ou com ambos os parceiros da geringonça, ou repetir o exemplo de má memória de António Guterres e negociar, caso a caso, os orçamentos do Estado, mas não só. Pelo meio terá de governar e conhecendo António Costa e o seu afecto ao poder da família socialista, sabemos que serão muitas as cedências às exigências do PCP e do Bloco de Esquerda, seja qual for a forma de governação. Não será o fim do mundo, apenas ficamos numa situação de maior fragilidade perante uma crise económica, não pagaremos a dívida como prometido e deixaremos aos nossos filhos e netos um País mais pobre.  

Não havendo uma estratégia conhecida para resolver o problema da economia dual e sem sequer se falar sobre a forma de resolver o problema da educação e da formação profissional que lhe está na origem, nos próximos anos o crescimento da economia contará apenas com metade da economia possível. O que será agravado com a saída para o estrangeiro de jovens licenciados, a melhor geração de sempre, segundo dizem. 

A outra questão é o investimento estrangeiro na indústria, essencial para que as exportações cresçam e seja possível fazer alguma transferência de trabalhadores da má para a boa economia e melhorar os salários médios. Todavia, sabemos que a grande família socialista vive de um Estado ganancioso por mais dinheiro e imaginamos o cenário que seria o governo cortar nos impostos às empresas, com a CGTP à perna, reduzir a burocracia que alimenta tanta gente e investir numa verdadeira logística de exportação.

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