Lideranças à direita na hora da verdade

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Assunção Cristas anunciou a sua retirada da presidência do CDS na própria noite da contagem dos votos. Rui Rio tem a cabeça a prémio no PSD. Se for bem aproveitado, o descalabro eleitoral dos dois maiores partidos do centro-direita poderá dar lugar a uma renovação esperançosa. Mas para isso é preciso vontade política…

Esta semana, a velocidade de circulação de notícias sobre a situação interna no PSD e no CDS ultrapassou todas as expectativas. De dia para dia, de hora para hora aumentava a lista dos hipotéticos candidatos à substituição de Assunção Cristas e de apoiantes (poucos) ou críticos (muitos) de Rui Rio. Em qualquer dos casos, fala-se à direita em “renovação” que permita um ressurgimento na primeira oportunidade eleitoral – na pior das hipóteses, daqui a quatro anos.

Após as eleições de Domingo que deram a vitória ao PS, e em que o CDS obteve 4,25% dos votos e passou de uma bancada com 18 deputados para uma mini-bancada com cinco, em clima de hecatombe eleitoral, Assunção Cristas anunciou a sua demissão e convocação de um congresso antecipado, em que não se recandidatará à liderança.

Já no PSD Rui Rio começou a semana a ‘resistir’ na liderança, apesar de serem crescentes as vozes que consideram que o seu resultado foi francamente mau e que se torna necessária uma mudança drástica. À hora de fecho desta edição, a posição de Rio parecia cada vez mais periclitante, depois de um “peso-pesado” da elite ‘laranja’, Cavaco Silva, ter responsabilizado o ex-autarca do Porto por um desaire monumental. 

• Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas