As eleições são europeias, mas…

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Vinte e seis de Maio, data das eleições dos representantes portugueses para o Parlamento Europeu e fim de corso de um extenso carnaval eleitoral. A efervescência eleitoral está aí, nas suas diversas nuances e máscaras. O quadro é relativamente simples e reconduz-se ao copo meio cheio ou vazio – em todo o caso, em resultado das opções políticas de quem sustenta a solução governativa.

As eleições são europeias, mas o PS resolveu nacionalizá-las ao escolher dois ex-membros do Governo que saíram directamente do Executivo para a candidatura. A opção, que implicará leituras dos resultados na avaliação do Governo, colocou os resultados da governação no centro da campanha eleitoral.

Conseguiu-se o que se conseguiu porque se observaram os compromissos internacionais e com a União Europeia, como defende o PS, ou conseguiram-se resultados apesar da Europa, como exalam os partidos que compõem o arco da sustentação (BE, PCP PEV)? O problema deste maniqueísmo é que havia margem de manobra, margem de escolha, e todos foram parte das opções concretizadas, das acções e das omissões.

Bem podem o PCP ou o BE bradar aos céus e à terra que podíamos ir mais longe quando não há nenhum Estado-membro de dimensão e relevância semelhante à nossa que tenha seguido esse caminho de afrontamento, de ruptura ou de diversão com coisas sérias. É como boa parte das opções políticas que enunciam que defendem e que pretendem concretizar.

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