As mentiras de António Costa também se tornaram uma pandemia

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O ADN do Partido Socialista é de carácter duvidoso. Rancorosos, vingativos, intolerantes, não perdoam a quem se lhes opõe, a quem lhes faz frente ou quem demonstra ser mais eficaz, mais competente, em suma, melhor.

Exemplos disso são o constante boicote ao Arquipélago da Madeira, baluarte social-democrata, onde o PS nunca conseguiu ganhar qualquer eleição regional; apenas conquistou algumas Câmaras, mas nunca em continuidade. E para se apoderarem da Câmara Municipal do Funchal tiveram de aliar-se com todos os Partidos da oposição, extrema-esquerda incluída, como de costume. Quanto à Madeira, a tudo o que está ao alcance dos socialistas para prejudicarem o Governo Regional, legitimamente eleito, deitam a mão, sem se incomodarem minimamente com os danos causados aos madeirenses. É certamente a veia marxista a funcionar em pleno. 

O último gesto de desprezo pela Madeira reflectiu-se na ignorância do Arquipélago na definição dos eventos a realizar durante a próxima Presidência da União Europeia, que Portugal assumirá a partir de 1 de Janeiro de 2021 pelo período de seis meses. Inicialmente estiveram previstos para a Madeira a realização do Conselho Informal dos Assuntos Gerais e da Coesão, bem como a Conferência, ao mais alto nível, sobre a lei do clima, mas, inexplicavelmente, o primeiro passou para Coimbra e o segundo para Lisboa… Pelo caminho, o PS voltou a ser derrotado nas eleições madeirenses. Coincidências… 

Já quanto aos Açores, a música tem sido outra em virtude de, há vinte e quatro anos, se ter transformado num baluarte socialista, conquistando sucessivas maiorias absolutas, o que lhes permitiu governar a seu belo prazer, até que, inesperadamente, nas recentes eleições, não só perderam a maioria, como a distribuição de lugares no Parlamento Regional permitiu que se fizesse uma “geringonça” à “direita”. 

Para os socialistas, as coisas só acontecem ou são possíveis se for em benefício próprio, caso contrário é “crime de lesa Pátria”. Foi o que aconteceu nos Açores, ao verificarem que seria o PSD – com o apoio de diversos Partidos – a tomar as rédeas da governação. Lá se foi o tacho…! Incongruentes, hipócritas e incoerentes, acusaram o líder nacional do PSD de tudo e mais qualquer coisa, inclusive de se aliar à extrema-direita (só aquelas cabecinhas ocas e baralhadas conseguem descortinar a existência de um partido de extrema-direita na política portuguesa…) esquecendo-se de que eles – Partido Socialista – historicamente sempre privilegiaram acordos com a extrema-esquerda; foi assim em Paris no ano de 1973, quando Cunhal e Soares assinaram um acordo, tem sido assim por diversas vezes após o 25 de Abril, cuja última aliança, liderada por António Costa, ficou conhecida por “geringonça”. 

Curioso é verificar que nunca vi alguém exibir símbolos Nazis ou Fascistas na Assembleia da República – a Constituição não o permite sequer –, nem tão pouco encontro em algum Partido com assento na AR alguma referência visual ou referencial a essas duas ideologias, ao passo que ao invés encontro referências visuais – foice e martelo – e verbais identificadas com o Comunismo nas suas diversas formas – Estaline, Mao, Lenine, Trotsky, Marx – sem qualquer pudor ou constrangimento, isto sem falar nas suas doutrinas propriamente ditas.

A estes senhores lembro que Mao e Estaline – dois comunistas – são responsáveis pelo assassinato de cerca de 130 milhões de pessoas. Se a estes números somarmos os mortos causados pelas diversas ditaduras comunistas em todo o mundo, facilmente chegaremos aos 150 milhões. O número de mortos, civis e militares, incluindo o horroroso holocausto, resultantes da Segunda Grande Guerra, é de cerca de 50 milhões… Aos membros dos Partidos que constituem a “geringonça” criada por António Costa seria bom reflectir nestes números e terem um pouco de vergonha na cara, mas sobretudo respeito pelas vítimas do comunismo. 

As mentiras de António Costa também se tornaram uma pandemia. O descaramento mais recente respeita exactamente à Pandemia COVID-19 quando, sem qualquer pudor, afirma que “ninguém estava à espera que a segunda vaga chegasse tão cedo” (9 Novembro) quando ele mesmo em 10 de Abril, ao ‘Jornal de Notícias’, dizia que “seguramente vai haver uma segunda vaga Covid no Outono/Inverno”. Será que para António Costa os meses de Outubro e Novembro pertencem à estação do Verão? Ninguém estava à espera? O que dizer então da afirmação da OMS em 15 de Maio (“Europa pode enfrentar uma segunda vaga de Covid-19 a partir do Outono”), ou do alerta lançado por um grupo de peritos que trabalha com a DGS, ao referir o perigo latente a partir do Outono, isto a 10 de Julho? 

A Pandemia socialista, como facilmente se verifica, é muito mais perigosa e nefasta do que qualquer outra de origem sanitária. Para um qualquer COVID-19, mais cedo ou mais tarde, com maior ou menor eficácia, encontra-se um antídoto eficaz – vacina ou drageias –; agora para combater a ditadura socialista, é mais complicado. E o mais grave é que perdura no tempo, cujas consequências nefastas não têm paralelo. Não há um único exemplo no mundo onde um país tenha progredido sob a égide de um governo socialista. Portugal não é excepção. Três bancarrotas e um constante regredir no poder de compra e na esperança de um Portugal melhor, provam-no. 

A melhor e mais eficaz vacina contra a pandemia socialista é o voto. Saibamos utilizá-lo. ■