1.485 razões por que a direção do PS é uma monarquia esbanjadora

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1) 1.485 monóculos de visão noturna do Ministério da Defesa iam ser adquiridos por quase 1 milhão de euros a mais que monóculos iguais.

Felizmente, o Tribunal de Contas chumbou a festa de nos forçarem a esbanjar cerca de 700 mil euros a mais por monóculos que peritos universitários consideravam iguais a outros. O Júri do Ministério da Defesa não quis saber de peritos e de medidas objetivas como a autonomia. Quis foi gastar 700.000 euros a mais na empresa que vendia mais caro, vá-se lá saber porquê. No entanto, não podemos deixar de notar que até 10% de 700.000 euros não deixa de ser uma boa maquia. Em vez de pedir desculpas ou dar explicações por planear esbanjar os nossos impostos, o Ministério dos casos de Tancos e dos submarinos veio lamentar-se que, assim, precisa de iniciar outro concurso. Estão tristes e dói-lhes não haver tanto dinheiro a mais a transitar de mãos. 

2) O Ministro do acima referido Ministério da Defesa é
Ministro filho de Ministro. 

O Ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, é filho do antigo Ministro da Administração Interna João Cravinho. Este último, recorde-se, lamentou-se de 2004 a 2006 que havia demasiada corrupção e fraude possibilitada pela mistura da política com negócios. Propôs boas leis contra a corrupção que os deputados de Sócrates, então como agora fazem com Costa, rejeitaram, enviando Cravinho sénior para fora do país. Portanto, Cravinho júnior já sabe que com esta monarquia esbanjadora da direcção actual do PS, o melhor para ser e se manter Ministro é, respectivamente, ser filho de Ministro e não criar ondas contra a possível corrupção à frente dos seus olhos, como o pai tentou criar. Agora, o filho dificilmente investigará alguém sobre possíveis comissões de 10% ou mais.  É triste esta inutilidade imposta a uma família altamente qualificada, que até poderia ter sido muito útil aos portugueses. No entanto, com gente como Sócrates ou Costa como reis a nomear famílias de barões exigindo-lhes silêncio e inação perante a corrupção, não há grau académico de topo ou experiência mundial que resista, perante tanta baixeza nos reis.  

3) Lucília Gago, Procuradora-Geral da República, avançou com directiva que a põe a ser a única pessoa a controlar totalmente a investigação do esbanjamento ou corrupção em casos políticos. 

Esta nova directiva, que retira poder aos magistrados da base para começarem a investigar possível corrupção em casos políticos e põe o controlo quase total de investigações a políticos na pessoa da Procuradora-Geral da República, foi denunciada pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público.

4) A única pessoa no controlo dos políticos é totalmente controlada por políticos com real poder. 

Costa já revelou que despede, mais rápido que Trump fazia e com quase tanto poder como o rei absoluto Luís XIV, qualquer Procurador-Geral da República ou Presidente do Tribunal de Contas que faça o seu trabalho de responsabilizar e investigar efectivamente casos políticos. Portanto, Gago vai ficar como Cravinho júnior ficou: quietinho perante estranhas de decisões de júris em Ministérios onde júris já esbanjaram milhares de milhões em submarinos. A monarquia auto-nomeia-se para se auto-proteger.   

5) Os jornais tradicionais deliram que outro monarca, o filho de Costa, paga táxis aos restaurantes, mas o Governo esbanja é muito em negócios do costume, e não em quem foi afectado pela pandemia. 

O filho de Costa não paga nada: quem paga somos nós, através da Junta de Campo de Ourique! Costa júnior, aliás, não foi eleito pela população para presidente dessa Junta, mas através de esquemas do pai. A família Costa só recebe do erário público. Além disso, a “ajuda” de Costa sénior aos restaurantes já quase deu uma revolta nas ruas, do movimento “A pão e água”, pois enquanto Portugal durante a pandemia teve a quarta maior queda do PIB na Europa (-5,7% no terceiro trimestre de 2020 face ao período homologo do ano anterior), a despesa para combater a pandemia foi de apenas 2,8% do PIB, a segunda mais baixa da Europa. Ou seja, somos dos mais afectados mas os que menos gastamos para resolver os problemas das empresas realmente afectadas pela pandemia, pois o dinheiro dos nossos impostos é esbanjado é nos negócios do costume. Na saúde é a mesma coisa: os gastos extra na saúde por causa da Covid-19 são dos mais baixos da Europa, com apenas 57 euros por português, sendo a média europeia o dobro.  

Em contraste total, entre duas vagas da Pandemia, o Governo desde Julho tocou piano dos negócios misturados com política, enquanto o Titanic se afundava, querendo lá saber de se preparar para a segunda vaga ou das vidas dos Portugueses e milhares de empresas de restauração e outas afetadas. Há dois projectos subsidiados pelo Estado, de hidrogênio para a GALP, a arrancar já este ano, e o Governo já entrou com 1,5 mil milhões para a GALP e EDP, claro. Em contraste com este esbanjamento, não há ajudas do Governo para milhares de proprietários de restaurantes, empresários, artistas, técnicos e promotores de festivais, todos com uma quebra de quase 90% dos rendimentos desde o início do ano. Protestam nas ruas de Lisboa e pelo país e alguns ameaçam fazer greve da fome. 

6) O filho de Costa não foi eleito presidente da Junta, só lá está por causa de esquemas do real pai. 

Numa jogada monárquica, nem Pedro Costa foi eleito presidente de Junta nem Pedro Cegonho foi eleito especificamente pela população como deputado da nação.  Costa pai real monárquico queria o filho presidente, e por isso escolheu Cegonho, que era o presidente da Junta, para a lista de deputados para abrir caminho ao filho para a presidência, por ser subordinado de Cegonho na Junta. Numa monarquia, as preferências da população por indivíduos ou a avaliação dos seus resultados não interessam. O rei nomeia os príncipes e os barões. 

7) O Governo de Costa tud permite ao partido que o auxilia a ter poder real. 

O PCP está a realizar o seu congresso nos dias 28 e 29 de Novembro, no meio de uma pandemia, num concelho, Loures, muito afectado pela pandemia e onde se exigem grandes sacríficos às empresas e população em geral para não haver aglomeração. Costa, que tudo proíbe e todas as leis contorna nesta pandemia, incluindo a Constituição, escuda-se numa alínea da lei 44/86 para dizer que, para o PCP, não pode proibir as reuniões dos partidos políticos. No entanto, em 1986, ano em que a lei foi criada, não havia Zoom, Webex, Teams, Skype. Agora há, e o governo podia exigir, balanceando saúde pública com direitos políticos, que esta sua única muleta de poder se reunisse digitalmente. No entanto, tem medo de perder a única muleta que ainda tem paciência para manter uma monarquia tão esbanjadora! 

8) A mocidade Costista quer ilegalizar o Partido Chega, que os pode afastar do poder real. 

Fernando Medina anunciou que desejava ilegalizar o partido Chega, legalizado pelo Tribunal Constitucional, por supostamente defender um regime totalitário fascista de direita. No entanto, o PCP não defende efetivamente regimes totalitários facínoras como os de Estaline e Mao? Ao Chega não os vimos ainda a elogiarem ditadores de direita do “calibre” desses. Portanto, a única diferença para se propor ilegalizar um mas ao outro dar privilégios especiais, é que um destes partidos serve de muleta mas o outro de marreta ao real poder da actual direcção monárquica e esbanjadora do PS. 

Podíamos continuar até à razão 1.485, que as há tantas ou mais, mas pensamos que os leitores já ficam com uma amostra recente e bem representativa do triste fundo económico e democrático a que os membros desta direcção do PS sem ética nem republicanismo conduziram o PS e Portugal. ■