As ovelhas mais caras do mundo são as de Lisboa

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Em Lisboa, a câmara gerida por Medina paga sete mil euros por ovelha. Este valor está sete mil por cento acima do valor do mercado inglês, de 110 euros por ovelha, e quase dez mil por cento acima do valor de mercado em países europeus do sul, como a Grécia e Espanha. Aí as ovelhas custam, respectivamente, 60 e 80 euros. 

No mundo inteiro, só Fernando Medina, o perdulário presidente da câmara da capital portuguesa, concorda em alugar – nem sequer compra – ovelhas a mais de sete mil euros cada (contando com o IVA), só para virem pastar em Lisboa, no parque da Bela Vista. 

Mesmo o milionário britânico Jeremy Clarkson, ex-apresentador do programa sobre carros topo de gama “Top Gear”, na BBC, e actual apresentador do programa “A Quinta de Clarkson”, na Amazon TV, não consegue vender ovelhas por mais de 100 libras cada. Clarkson vive numa das zonas rurais mais caras de toda a Inglaterra, os idílicos “Cotswolds”, a oeste de Oxford, onde o autor destas linhas vive. Este valor por ovino pode ser comprovado nos preços tabelados da associação britânica de agricultores e quintas, a “Agriculture and Horticulture Development Board”, AHDB. 

Na Grécia, um mercado de dimensão comparável ao português, de onde o autor escreve esta crónica, em férias de Agosto, há cabras e ovelhas à solta por todo o lado, a pastar de graça nas montanhas junto ao mar. Segundo os donos, com quem converso aqui, custam cerca de 60 euros cada uma, também já com IVA. Este valor pode ser comprovado junto do exportador internacional Selina Wamucii. 

Quer o milionário inglês Clarkson, quer os meus anfitriões gregos na quinta onde estou hospedado, deviam deixar a Inglaterra e a Grécia e virem, a correr, tornarem-se amigos dos negócios do PS, para venderem em Lisboa as suas ovelhas a Fernando Medina por muito, muito, mais dinheiro que em países normais.

A CML defende-se dizendo que tais gastos, enormíssimos e bizarros, com estes simpáticos borregos a sete mil euros a cabeça (com o IVA incluído), justificam-se para “respeitar os mais altos padrões de bem-estar animal”. A não ser que estas ovelhas recebam massagens diárias personalizadas, o mais provável é que aqui se verifique o grande bem-estar de “boys” do PS à custa do nosso mal-estar, em impostos e dívida pública. É que mesmo no parceiro europeu da CML para o projecto das ovelhas, denominado “Life Lung”, na cidade espanhola de Málaga, segundo a Agronuncios da Andaluzia, uma ovelha só custa 80 euros. 

Na Grécia, dizem-me os ovinocultores, estes agradecem as autarquias por estas deixarem pastar as suas ovelhas de graça em terras camarárias. E nem lhes passa pela cabeça esperar dinheiro em troca vindo de uma câmara! Negócios destes, em que um político usando dinheiro público até nos paga para as nossas ovelhas pastarem nas terras públicas, só mesmo em Portugal e com ex-jotas do PS e CML envolvidos. 

Na Grécia, as ovelhas, além de serem baratas e não cobrarem para pastar nas nossas terras, dão-nos o maravilhoso queijo Graviera, que recomendo a Fernando Medina, para que este não esqueça estes preços internacionalmente normais e tenha vergonha do muito que, anormalmente, esbanja em ovelhas e pastagem em Lisboa à custa dos nossos impostos. E Medina que não se esqueça, também, que, na Grécia, felizmente, os seus camaradas corruptos e perdulários do PASOK desapareceram eleitoralmente de cena, por ser tão evidente para a população a forma como esbanjavam e roubavam o Estado. Assim, livres desse PS, agora, aqui na Grécia, tudo é mais barato que em Portugal, incluindo a gasolina. 

Ao contrário dos 60 euros na Grécia, dos 80 em Espanha e dos 110 euros em Inglaterra, as ovelhas, quando pagas pela câmara de Lisboa, valem 7016 euros cada! Segundo o “Polígrafo” verificou como verdadeiro e Sofia Afonso Ferreira denunciou, a câmara de Lisboa pagou 5704,72 euros mais IVA por ovelha. O IVA deveria ser de 6% para os ovinos mas provavelmente foram 23%, por se tratar de negócios variados da CML. 

É que Fernando Medina pagou 115 mil euros (+IVA) para um rebanho de 20 ovelhas pastar no Parque da Bela Vista, num negócio que não pára de crescer desde que uma vacaria lá existente começou a ser reabilitada. As vacas, que há muito deixaram o parque, ou as actuais ovelhinhas caríssimas, são mero pretexto para cada vez mais contratos de lobo por ajustes directos e emprego, como de costume. 

Outra presidente de câmara do PS, a agora ministra da Agricultura Maria do Céu Albuquerque, segundo o “Correio da Manhã”, quando “geria” Abrantes, também era perdulária, pagando dois mil euros por oliveira. Ora, em qualquer plataforma de jardinagem verificamos que uma oliveira custa, normalmente, entre quatro e cem euros, dependendo do tamanho. Estes “boys” e “girls” do PS são incorrigíveis nos negócios! 

Com 13 mil empregados na Câmara de Lisboa – quando, por exemplo, o Mayor Sadiq Khan, de Londres (cidade com vinte vezes mais residentes que Lisboa) só tem mil empregados –, era realmente preciso contratar ainda mais monitores de ovelhas e pastores ou, segundo linguagem da CML, “meios humanos qualificados”? E pagar tanto por cada ovelha, com tantas infraestruturas de repente a elas associadas e a necessitar serem criadas durante 2021? Em 13 mil empregados da CML também não há nenhum “meio humano qualificado” que saiba montar uma cerca e a vigilância electrónica que pagamos pelas 20 ovelhas? 

Sofia Afonso Ferreira, candidata do “Nós Cidadãos” à Câmara Municipal de Lisboa encontrou três contratos celebrados com outras tantas empresas diferentes, num valor total de 115 mil euros (+IVA). Medina conta que os contribuintes que não se indignem com o que Ferreira denuncia sejam ovelhas bem comportadas, só a trabalhar e pagar a festa. Segundo Ferreira, “O município celebrou no âmbito do projecto ‘Life Lungs’ um contrato para um teste preliminar de roçamento em prados através do uso de um rebanho de ovelhas, no valor de 19.933,40 euros (+ IVA), um segundo para ser construído um ovil, vulgo curral de ovelhas, por 74.890 euros (+ IVA) e um terceiro contrato para a vigia do mesmo ovil. Por 19.271 euros (+IVA). O “Polígrafo” validou esta denúncia ao encontrar no “Portal Base” os três contratos por ajustes directos referidos por Ferreira, com os nomes das empresas e as despesas para 2021-2023. Segundo avisa Ferreira “isto ainda não é nada. O projecto é muito mais denso e o valor sobe muito mais. Não me admira que, qualquer dia, o valor de cada ovelha ascenda a meio milhão de euros ou coisa do género. Esta gestão tem de ser escrutinada”.

A CML defende-se que o “Life Lungs” é um tipo de projecto europeu “Life Clima”, “co-financiado pela Europa e envolve exigência técnica avaliada por peritos da Comissão Europeia. Um dos critérios de avaliação é a eficiência financeira das opções tomadas”. Nós, os portugueses, sabemos bem que vale tudo nas técnicas utilizadas pelos “boys” do PS para enganar e receber dinheiro da Europa, que poderia ser muito melhor aplicado ou muito mais rigorosamente usado. Ao ponto de termos uma ministra da Justiça a falsificar (ou, eufemisticamente, enganar-se) currículos, embelezados para nomear procuradores europeus simpáticos para com os negócios do PS, como este. E então, quando a desculpa são “as alterações climáticas”, não há contabilista rigoroso que resista à pressão despesista dos “boys” do PS que arruínam o país. Relembremos que Sócrates mais o seu ministro Pinho, a pretexto de melhorarem o ambiente, fizeram desaparecer dois milhares de milhões de euros do nosso dinheiro em energias renováveis eólicas. Agora, também “pelo ambiente” Galamba quer gastar sete mil milhares de euros do nosso dinheiro em hidrogénio. Estes “boys” do PS, passados e actuais, afinal, em vez de um coração rosa, têm todos um grande coração verde! Verde da cor do dinheiro internacional, do dólar americano, não de ambiente, claro. ■