MARTA BRITO

“Nós entendemos que a forma de ter uma alternativa para Portugal, e para os portugueses, a este governo das esquerdas unidas é termos uma maioria de 116 deputados no Parlamento, e queremos contribuir o mais possível para que essa maioria se possa vir a concretizar”, defende Assunção Cristas. “Esse é o nosso foco, e todos os nossos esforços são orientados nesse sentido” – refere a líder do CDS, que no próximo fim-de-semana terá, em Lamego, o seu segundo Congresso. Em resposta ao questionário d’O DIABO, Assunção Cristas deixa de forma clara o seu objectivo: “naturalmente, trabalhamos para ser a primeira escolha dos eleitores”.

  • O título da sua moção ao Congresso do próximo fim-de-semana (‘CDS – Um passo à frente’) representa a intenção de liderar a oposição ao que chama Governo das esquerdas unidas?

Um passo à frente significa que temos trabalhado intensamente no Parlamento, quer no plano político de combate e de denúncia do que está mal neste Governo, quer no plano das políticas, trazendo sempre alternativas e temas novos. Temas estruturantes para o País, desde a natalidade ao envelhecimento activo, às políticas sociais como a Saúde e a Educação. Nalguns casos antecipando-nos ao próprio Governo em muitas matérias. Lembro, por exemplo, a prevenção e o combate ao terrorismo, a questão dos meta-dados – em que nos antecipámos ao Governo na proposta apresentada no Parlamento – ou nas questões da supervisão bancária. O nosso objectivo é trabalharmos intensamente, afincadamente, marcando a agenda e combatendo este Governo das esquerdas unidas.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.
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