Ataque marxista aos CTT

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Vencidos, mas não convencidos: apesar de o Parlamento ter chumbado três iniciativas legislativas que defendiam a “renacionalização” dos CTT, empresa privatizada em 2013 através da dispersão de capital em bolsa, a extrema-
-esquerda vai fazer do tema uma bandeira eleitoral.

O chumbo parlamentar não deixou margem para dúvidas: por mais que o actual serviço postal possa ser criticado, a maioria dos deputados não quer o regresso dos Correios, Telefones e Telégrafos (CTT) à esfera pública. Assim se manifestaram claramente as bancadas do CDS, do PSD e do próprio PS contra os projectos de lei do Bloco de Esquerda, do Partido Comunista e do seu minúsculo satélite “verde”. Mas a teimosia da extrema-esquerda não tem limites, e o que não conseguiram obter por via parlamentar vão agora agitar como tema de comícios e “acções de rua”.

Na sua campanha de desinformação, BE e PCP contam com o desconhecimento geral da população sobre a profunda diferença que existe entre o estatuto da empresa CTT e a prestação do serviço postal. Na verdade, para o público é indiferente que a empresa seja privada ou nacionalizada, pois em qualquer dos casos está obrigada por contrato a prestar aquele serviço postal universal em condições pré-estabelecidas.

É certo que o serviço actual tem sido criticado e o encerramento de lojas dos CTT tem gerado grande contestação no país, sendo que em Janeiro último a ANACOM indicou que era “expectável” que o número de concelhos sem estações de correio subisse para 48 no curto prazo, contra 33 no final de 2018. Simplesmente, o contrato dos CTT termina em Dezembro do próximo ano, momento em que, por lei, a qualidade do serviço será obrigatoriamente “reavaliada pelo Governo”, depois de ouvidas a ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações) e as organizações representativas dos consumidores.

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