Bloco central quer ordem nos bairros da violência

0
637

Um “Bloco Central” de consenso, incluindo os comunistas, foi obtido no Parlamento depois dos distúrbios e desacatos que na última semana levaram a violência a alguns bairros problemáticos da Grande Lisboa.

Tanto o PS como o PSD e o CDS foram concordes na condenação da violência e na defesa da necessidade de a lei e a ordem imperarem. Os três partidos referiram-se expressamente ao difícil trabalho das forças policiais, que enalteceram. Já o Partido Comunista, ainda que dizendo o mesmo, utilizou uma linguagem mais elíptica: “O PCP não alimentará a corrente dos que, a propósito de factos concretos e pontuais, agem para os generalizar. Fazê-lo seria animar um ambiente de insegurança e intranquilidade. Eventuais situações de recurso a violência não justificada, naturalmente condenável e que deve ser prevenida, não podem contribuir para desvalorizar a acção das forças de segurança e dos seus profissionais”.

Apenas o Bloco de Esquerda se mostrou interessado em distorcer, ampliar e dramatizar confrontos entre jovens de origem africana e forças policiais, aliando-se assim à associação SOS Racismo. A posição extremada e de apoio à violência anti-policial tornou-se evidente em declarações de vários responsáveis daquelas duas organizações, com destaque para o senegalês Mamadou Ba, ligado a ambas. Referindose à polícia, Ba chegou mesmo a usar a expressão “a bosta da bófia”, o que foi condenado pela generalidade das forças políticas.

• Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas