Bolha imobiliária à beira de rebentar

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Os valores absurdos hoje praticados no sector imobiliário fazem aumentar o receio de que o mercado possa “rebentar” de forma repentina.

Para já, todos evitam falar na existência de um verdadeiro risco de “bolha” no imobiliário em Portugal. É um tema quente, que não se quer aflorar, e que tem semelhanças com o que acontecia com as desvalorizações de moedas que se negavam até ao momento em que eram decretadas.

Mas os últimos três anos foram de aumentos crescentes dos preços do imobiliário, um fenómeno agravado em Lisboa e Porto mas que se sente igualmente um pouco por todo o País.

Os preços em Lisboa e Porto atingiram valores absurdos, com casas de duas assoalhadas, e com escassos metros quadrados de área, a serem transaccionadas por valores que rondam os 200 mil euros, e por vezes mesmo por mais nas zonas de maior pressão turística.

O Relatório de Estabilidade Financeira do segundo semestre de 2017, emitido pelo Banco de Portugal em Dezembro, avançava com a ideia “de não haver uma ‘bolha’ imobiliária em risco de rebentar no balanço dos bancos”.

Mas o mesmo Banco de Portugal, em igual relatório do primeiro semestre do ano, era bastante mais cauteloso. Fez então várias recomendações à banca para evitar riscos suplementares na concessão do crédito à habitação.

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