Brexit ficou afónico

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Dois dias seguidos de negociações, discursos e viagens de avião deixaram Theresa May sem voz. A primeira-ministra perdeu votações seguidas na Casa dos Comuns – e acabou perdendo o controlo de um Brexit caótico.

A Europa viveu, e está a viver, num turbilhão provocado pela crise do Brexit. A primeira-ministra britânica, Theresa May, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em Estrasburgo, tentaram ao limite que o Reino Unido tivesse um acordo de saída, um negócio amigável que, apesar de ter sempre sequelas, evitaria o pior tanto para europeus como para ingleses.

Nada feito: o acordo não agradou nem a “gregos” nem a “troianos” no Parlamento britânico – e acabou ‘chumbado’ na terça-feira, tal como a proposta, votada no dia seguinte, que defendia uma saída sem acordo.

Perante estes sucessivos ‘chumbos’, as chancelarias da UE entraram em ebulição. Ainda na noite de terça-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, anunciou que “a preocupação número um de Portugal é continuarmos a preparar-nos, seja ao nível dos direitos dos cidadãos, seja ao nível do apoio às nossas empresas, seja ao nível do apoio ao nosso turismo, para qualquer cenário”.

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