A defesa militar da República

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“Os nossos políticos e governantes, provavelmente para não alarmarem a população, têm procurado justificar a necessidade da existência das Forças Armadas com as missões de serviço público que executam, escamoteando o verdadeiro e primordial objectivo da sua existência, a Defesa da Pátria. Portugal, à semelhança de outros Estados, não pode deixar de possuir Forças Armadas com competências suficientes para constituírem um dissuasor, mostrando que os portugueses querem continuar como Nação independente”

Muitos cidadãos podem pensar, erradamente, que Portugal está imune a ameaças como a guerrra e o terrorismo. Não é verdade.

Aprende-se nas escolas militares que a ameaça é o produto lógico das capacidades pelas intenções. Assim, um país vizinho pode ter meios militares significativos, susceptíveis de serem utilizados contra Portugal, mísseis de alcance adequado, por exemplo, mas esse governo estrangeiro, não manifesta intenções de invadir ou adquirir pela força recursos portugueses. Assim sendo, aquele Estado não constitui uma ameaça. Porém, se tiver os meios ofensivos necessários e tencionar utilizá-los contra nós, constituirá, efectivamente uma ameaça. Os Serviços de Informações são essenciais nesta área.

Sendo a política internacional o que é, regendo-se pelos interesses percebidos por cada Estado, o nosso País deve manter-se atento à evolução das capacidades militares dos vizinhos a Leste e a Sul, especialmente no tocante à sua evolução política e as possíveis intenções dos respectivos governos, não descurando a preparação das nossas Forças Armadas (FA).

É importante, como disse o Professor Adriano Moreira, olhar para a evolução do mapa da Europa nos últimos duzentos anos, como se espreitássemos por um caleidoscópio, constatando como se alteraram as fronteiras, como desapareceram Estados e se criaram outros, em consequência de guerras, como um Estado pode passar de amigo a inimigo e vice-versa.

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