MARIA COSTA

Revolta entre os causídicos da nossa praça: a Caixa de Previdência dos Advogados está a cobrar 250 euros mensais aos seus associados, um valor que muitos deles consideram excessivo e injusto pois não leva em linha de conta o vencimento efectivo de boa parte daquela classe profissional.

Sentindo-se injustiçados, os advogados decidiram exigir alterações ao seu regime de Previdência, e escreverem ao Presidente da República uma “carta aberta”, subscrita por 600 causídicos, explicitando as suas razões de queixa.

Esta “carta aberta”, que foi igualmente enviada ao Governo, manifesta o descontentamento com os descontos para a Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores (CPAS), exigindo alterações.

O problema resume-se numa frase: todos os meses, independentemente do vencimento que receba, da sua situação pessoal ou familiar, cada advogado português é obrigado a pagar à sua Caixa de Previdência quase 250 euros. A situação afecta cerca de trinta mil profissionais.

O documento frisa que está em causa “um montante que não tem praticamente qualquer contrapartida. Ao contrário dos restantes cidadãos, os advogados não recebem qualquer subsídio se estiverem de baixa, não recebem subsídio parental se tiverem filhos e não recebem subsídio para assistência a filho com deficiência ou doença crónica. Nada. Zero”.

Para além disso, o montante aumentou de forma muito significativa nos últimos anos.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.
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