EVA CABRAL

Greves, plenários, boicotes, turbulência nos locais de trabalho: em 2018, os comunistas vão tentar recuperar na agitação de rua o que perderam nas últimas eleições.

A CGTP está a manter toda a pressão sobre o Governo e decidiu marcar um “grande plenário nacional de sindicatos” para 12 de Janeiro. Trata-se de não deixar cair “bandeiras” e tentar, pela contestação na rua, segurar o eleitorado comunista que nas últimas autárquicas castigou o PCP pela sua participação no Executivo da geringonça.

E a central sindical afecta ao PCP não esconde sequer a chantagem sobre António Costa, tendo anunciado que “2018 vai ser determinante” para que o Governo dê resposta às reivindicações dos trabalhadores. Caso contrário, “a luta” subirá de tom.

Este programa de acção para 2018 foi anunciado pelo secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, após a reunião do último Conselho Nacional da Intersindical antes do final do ano.

Arménio Carlos reconheceu que o Orçamento para 2018 dá respostas “a algumas áreas sociais”, mas considerou que era possível ao Executivo “ter ido muito mais longe” nos direitos dos trabalhadores.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.
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  • Paulo Reis

    Espero que pelo menos a AutoEuropa não abandone o país. Para o governo era bem feito, mas para os nossos filhos e netos seria mais um problema sério. Mas o governo das esquerda unidas merece, pois é contra a iniciativa privada.