JOSÉ FIGUEIREDO

Mário Centeno, o novo “bom aluno” português, conseguiu amortizar cerca de 11.500 milhões de euros de dívida junto do FMI, mas aumentou a dívida pública total em mais de 14.000 milhões de euros. Portugal está hoje ainda mais dependente do Banco Central Europeu…

Assistimos nas últimas semanas a mais um fenómeno típico de uma coligação denominada “geringonça”. Isto é, apesar de o PCP e o BE escarnecerem longamente do papel do Eurogrupo, e da sua não-democraticidade (aliás, também por várias vezes aludida pelo próprio PS, qual “vaca voadora”), assistimos em simultâneo a uma quase catarse de vitória por parte do Governo de António Costa, porque Mário Centeno passará a presidir ao tal órgão europeu que dita as regras de funcionamento financeiro da Zona Euro.

Mas, afinal, porque é que o capitalismo conseguiu absorver a dupla Costa-Centeno? Ou, se quisermos, porque é que afinal o Senhor Wolfgang Schäuble passou a ser amigo dos portugueses, na perspectiva de muitos apoiantes da actual maioria governamental (PS+PCP+BE+Verdes)?

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