O início de 2018 está a demonstrar que este vai ser o ano do grande embate nas leis laborais. A esquerda da geringonça quer pressionar o PS a mudar a legislação, e as centrais sindicais entram nessa luta, entre o radicalismo da CGTP e alguma moderação da UGT.

Terminada a primeira metade da legislatura, e com as sondagens a darem um bom resultado ao PS de António Costa, o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda lutam pela necessidade de serem imprescindíveis a uma solução que saia das próximas legislativas, cada vez mais previsivelmente marcadas para 2019, ou seja, cumprindo a legislatura.

Para já, todos dão o tudo por tudo para tomarem a dianteira da discussão.

Na Assembleia da República, o PCP marcou um debate potestativo (ou seja, obrigatório) para 14 de Março e o Governo surpreendeu todos ao querer antecipar o dossier da contratação colectiva para a última reunião da Concertação Social, quando o tema estava previsto para o fim do mês. Também o PS não quis ficar atrás na marcação da agenda e avançou com um debate de urgência sobre emprego.

O ministro Vieira da Silva quis tentar estancar a onda de contestação – que deve continuar a avolumar-se – e basicamente quis clarificar as prioridades definidas pelo Programa do Governo e pelo PS. Estas são as balizas que o Governo de António Costa tenciona seguir em matéria de legislação laboral, estando em colisão com a esquerda da geringonça.

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