Comboios da CP descarrilados

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Exceptuando as loucuras nunca concretizadas do TGV de José Sócrates, pouco ou nada se ouviu falar de ferrovia nas últimas dezenas de anos. Pedro Marques, actual Ministro das Infraestruturas, garantiu numa das suas primeiras intervenções públicas que a ferrovia era “uma prioridade”. Mas no terreno pouco ou nada se avançou.

Foram só anúncios: meros exercícios de propaganda. O Executivo da geringonça vai entrar no último ano da legislatura e é já mais do que óbvio que nem sequer conseguirá colmatar as brechas no parque ferroviário nacional, sendo certo que o tempo mínimo entre a encomenda e a chegada de novos comboios é de três anos, pelo menos.

Neste Verão, a situação descarrilou por completo. Todos os grupos parlamentares se mexeram, com o caricato de deputados PS que se dirigiram à linha do Oeste para uma acção política terem de desistir por a viagem ter sido suprimida nesse mesmo dia. O tormento por que passam os utentes da CP levou a que se percebesse que décadas sem investimento implicam que se chegue a um dia sem capacidade de resposta.

Para já, sabe-se que as Finanças “congelaram” aos transportes ferroviários 100 milhões de euros que estavam destinados a despesa com aquisição de bens, serviços e projectos. O valor representa 16% do total de “cativações”. Ou seja, não existiu, até ao actual colapso, a menor vontade de investimento. Para além disso, a empresa não recebe indemnizações compensatórias há mais de três anos, o que agravou a quebra do investimento e afectou a oferta e a qualidade do serviço.

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