Começaram os jogos ‘florestais’…

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EVA CABRAL

Marcelo Rebelo de Sousa bem tentou convencer os partidos da necessidade de se chegar a consenso em matéria de reforma da floresta. Mas o seu poder de persuasão falhou, por muito que na memória estejam labaredas e mais labaredas.

O Parlamento chumbou a proposta de criação de um “banco de terras” integrado no ‘pacote’ legislativo sobre a floresta, deixando o Executivo de António Costa “pendurado” perante uma dissidência na geringonça. O chumbo marca o início das férias políticas, depois de mês e meio que retirou Costa do estado de graça em que parecera flutuar.

Depois da dissidência parlamentar na hora dos votos, coube à titular da pasta da Presidência, Maria Manuel Leitão Marques, de desdramatizar o chumbo do banco de terras e de assegurar que o Executivo se vai concentrar no cadastro das terras sem dono.

A ministra da Presidência começou por desdramatizar, do ponto de vista político, as consequências da dificuldade de consensos com os parceiros da maioria governamental no Parlamento (Bloco de Esquerda, PCP e Os Verdes), alegando que foram aprovados 10 de um total de 12 diplomas em matéria de reforma da floresta.

“Em relação aos dois diplomas que não foram aprovados, um, relativamente aos incentivos, foi adiado – e esperemos que seja aprovado em Outubro, já que nada indica o seu contrário. [Quanto ao] diploma que não recolheu a maioria, o do banco de terras, o Governo vai concentrar-se no cadastro simplificado, que permitirá identificar as terras sem dono conhecido nos concelhos que são municípios-piloto”, respondeu Maria Manuel no final do último Conselho de Ministros.

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