Um Estado Social insustentável

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JOSÉ FIGUEIREDO

Professor Universitário

As despesas com pensões e Segurança Social nunca pararam de crescer. Acreditamos que a parede da realidade portuguesa vai mutilar o Estado Social de inspiração nórdica. Apenas não sabemos quando.

A Nação portuguesa corre entre pequenas crises, como as de Pedrógão Grande e de Tancos, que vão mostrando a incapacidade do Estado para saber gerir um pequeno território, Portugal. No entanto, para Jerónimo de Sousa, o último estatista da Europa ocidental, a culpa daquelas pequenas crises não é do Estado, mas dos governantes que vão desempenhando funções em cada turno.

Mas, afinal, o que é o Estado português? São todos os portugueses, que ciclicamente vão delegando as suas responsabilidades em indivíduos que são eleitos, a nível local, regional ou nacional. Ou seja, Jerónimo continua fiel a ele próprio, querendo impor a sua visão de mundo aos outros, tendo como base uma certeza unilateral e sectária.

O Estado português mostra-se sucessivamente incapaz de se auto-governar. Esta afirmação é estranha, porque afinal Portugal tem mais de 800 anos de existência. Contudo, a velha Nação que existe ainda em 2017 não é a mesma de 1143, ou sequer a de 1500, ou ainda a de 1910.

Portugal é, agora, uma pequena Nação europeia, com um elevado nível de dependência em relação ao exterior, muito endividada, excessivamente envelhecida e sem grande auto-estima. Ou seja, apesar de parecer que Portugal é sólido como uma rocha, a situação real é de uma absoluta instabilidade…

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