Coronavírus ameaça economia global

Os países do G7 vão concertar uma nova resposta ao coronavírus, estando em curso consultas entre eles. O coronavírus está a atacar a Economia Mundial, e merece grande atenção por parte da Alemanha. De momento os valores dos prejuízos são difíceis de calcular.

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Largos milhões de pessoas estão de quarentena na China, país onde o Coronavírus mantém as actividades económicas quase paradas. Em Wuhan, capital da província de Hubei e local de origem surto, fábricas, oficinas e escritórios comerciais deixaram de funcionar – o que não é pouco se considerarmos que esta província representa 4,5% do produto interno bruto chinês.+

Em Hubei, as viagens estão canceladas, os pontos turísticos encerrados, os cinemas fechados e os centros comerciais vazios. Mas o impacto deste surto na economia chinesa e, por decorrência, a nível mundial é ainda uma incógnita. O Fundo Monetário Internacional já se pronunciou, afirmando que as consequências do Coronavírus para a economia global dependem sobretudo da duração da epidemia, um dado ainda desconhecido. O FMI diz estar a acompanhar e a “examinar os indicadores económicos em tempo real”, mas restringe para já os efeitos apenas à economia chinesa. 

Também esta semana, os países do G7, grupo dos mais industrializados do Mundo, decidiram concertar-se para uma resposta ao Coronavírus, anunciou o Ministro da Saúde alemão, após uma conversa telefónica com o seu homólogo norte-americano. “Concordamos que deve haver uma permanente conferência telefónica dos ministros da Saúde do G7” para encontrar uma resposta “uniforme”, explicou Jens Spahn, numa altura em que a epidemia já provocou muitas centenas de mortos, com números que todos os dias crescem exponencialmente, especialmente nos países orientais.

Recorde-se que o grupo dos países mais industrializados do mundo (G7) é composto pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. A título de exemplo, refira-se que grande parte das importações alemãs são provenientes da China. Por outro lado, a Alemanha é o motor da economia europeia.

Um dos sectores que já começou a ser gravemente afectado é o sector automóvel, que depende da produção chinesa para o abastecimento de peças e componentes que são depois incorporados nas fábricas europeias. Algumas unidades fabris europeias já estão a trabalhar a meio gás.