Costa no País das Maravilhas

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Em 1865 Charles Lutwidge Dodgson publicou, sob o pseudónimo de Lewis Carroll, um dos mais célebres livros de contos infantis, “Alice no País das Maravilhas”.

O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica do absurdo, característica dos sonhos. Este está repleto de alusões satíricas dirigidas tanto aos amigos como aos inimigos de Carroll, de paródias a poemas populares infantis ingleses ensinados no século XIX e também de referências linguísticas e matemáticas frequentemente através de enigmas que contribuíram para a sua popularidade. É assim uma obra de difícil interpretação, pois contém dois livros num só texto: um para crianças e outro para adultos.

Em 2018, António Costa, com o apoio inequívoco do PCP e do Bloco de Esquerda, resolveu recriar a história, alterando o protagonista – Costa desempenha o papel de Alice – e, ao invés de cair na toca do coelho, tira o coelho (ou mesmo vários) da cartola, tornando o mundo que o rodeia num mundo mágico e maravilhoso onde tudo é “cor-de-rosa”.

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