Crise: o ensurdecedor silêncio do Presidente

0
490

O extraordinário mutismo de Marcelo Rebelo de Sousa sobre a ‘ameaça’ de demissão feita por António Costa está a deixar desestabilizado o inquilino de S. Bento e todo o seu Executivo.

Por muito que se diga que até hoje, sexta-feira – dia em que se espera que a legislação sobre a carreira dos professores seja votada –, é o tempo do Parlamento, o certo é que Marcelo Rebelo de Sousa mantém em pleno todas as suas prerrogativas presidenciais, e estas não se resumem à dissolução do Parlamento.

Essa foi apenas a noção que Costa quis passar subliminarmente quando saiu da sua audiência-relâmpago com Marcelo, ao referir-se igualmente ao Presidente da Assembleia da República. Poucos repararam na posição de António Costa, mas o experiente inquilino de Belém certamente não estava distraído. Daí o clima de insegurança que se vive no Governo.

Na verdade, o PR podia até aceitar o pedido de demissão de António Costa e voltar a chamar os partidos para a constituição de um novo Governo. E nesse caso, recorde-se, o líder do PSD podia mesmo ser convidado a formar um Executivo que, mesmo que fosse chumbado pela esquerda, estaria em gestão nos meses que medeiam até às legislativas de 6 de Outubro. Uma data marcada por Marcelo e de que este não dá mostras de querer abrir mão.

• Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas