CTT: Uma guerra ideológica

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2001

A extrema-esquerda esperava uma grande paralisação laboral em defesa de uma re-nacionalização dos CTT que não agradaria nada ao PS de António Costa. Mas a greve mobilizou uma percentagem ínfima de trabalhadores e todas as lojas dos Correios permaneceram abertas.

O Bloco de Esquerda diz, eufemísticamente, que defende um “serviço público de Correios” – mas o que o partido da actriz Catarina Martins quer, mesmo, é voltar a nacionalizar os CTT e criar de novo um “elefante branco” para dar empregos aos camaradas e sobrecarregar os bolsos do contribuinte.

Há muito se percebeu que o BE e o PCP estão dispostos a aproveitar todos os pretextos para criar instabilidade nos serviços de Correios e pressionar o Governo de António Costa no sentido de uma re-nacionalização que, só em indemnizações aos actuais donos privados, custaria uma fortuna.

A greve “dos trabalhadores” dos Correios, na sexta-feira passada, integrou-se nessa campanha extremista. Mas, para azar dos seus patrocinadores, escassa foi a adesão dos verdadeiros trabalhadores da empresa: 16 por cento, nas contas mais generosas.

Na sua convocatória, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telecomunicações (SNTCT) defendia abertamente “a nacionalização da empresa”, justificando-a com a alegação de que “a comissão executiva tem estado a destruir o serviço postal”.

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