Despesismo socialista na imprensa mundial

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A mais respeitada imprensa internacional retratou esta semana a presidência portuguesa do Conselho Europeu como gastadora compulsiva a roçar a irresponsabilidade e o cambalacho. 

O jornal norte-americano “Politico”, considerado uma “bíblia do centrão” e avidamente lido pela classe política em todo o mundo ocidental, publicou uma reportagem em que se afirma que a presidência portuguesa do Conselho Europeu (isto é, o Executivo de António Costa) celebrou contratos “de centenas de milhares de euros para adquirir equipamentos, bebidas e até roupa para eventos que provavelmente nunca ocorrerão de forma presencial”. Vários outros jornais internacionais citaram o “Politico”.

A reportagem constata que o mandato semestral de Portugal à frente do Conselho não passa de uma “presidência fantasma”, sem a capacidade de realizar “cimeiras que chamem a atenção”. Apesar disso, o Governo de Lisboa tem vindo a gastar verbas extravagantes “como se fossem esperados eventos presenciais”, uma possibilidade altamente remota devido à pandemia.

Desde Janeiro – afirma o “Politico” – Portugal já celebrou contratos no valor de 260.591 euros para material para o centro de conferências de imprensa (localizado no Centro Cultural de Belém), de 35.785 euros para bebidas e de 39.780 euros para a aquisição de camisas e fatos. “A presidência parece estar menos relacionada com reuniões de trabalho e mais com a promoção de Portugal ao resto do mundo”, comenta Susana Coroado, presidente da comissão para Transparência e Integridade, em declaração ao “Politico”.

As desculpas da presidência portuguesa são ainda mais hilariantes. Em resposta ao “politico”, a porta-voz Alexandra Carreira afirmou que a equipa de Costa estava “simplesmente a realizar diligências prévias”, preparando-se para a realização de eventuais encontros presenciais que “poderão” vir a ocorrer “num futuro próximo». Segundo a mesma porta-voz, as camisas e os fatos foram comprados para motoristas que seriam designados para transportar delegações oficiais que “pudessem” visitar Lisboa durante a presidência portuguesa, que terminará em Junho próximo. 

Evidentemente, o “Politico” não engoliu as explicações da porta-voz e considerou “estranha” a compra de uniformes para motoristas que já são funcionários públicos.

A reportagem fez sorrir de desprezo muitos inimigos de Portugal na União Europeia, que vêem as extravagâncias socialistas da equipa de Costa como “prova” da falta de seriedade dos portugueses, presumindo que todos aprovam os métodos do Governo do PS. É triste, mas é assim.

Marcelo de olho na ‘bazuca’

Entretanto, o Presidente da República entendeu ser necessário criar uma equipa para vigiar a aplicação dos milhões de euros da ‘bazuca’ que Portugal vai receber da União Europeia. 

O jornal ‘Expresso’ revelou na sua última edição que Marcelo Rebelo de Sousa foi buscar especialistas em várias áreas para avaliar visão estratégica, porque os fundos “obrigam a um acompanhamento muito próximo”. Para conselheiro principal, o PR escolheu Bernardo Pires de Lima. 

Em declarações àquele semanário, dias antes de ser empossado no seu segundo mandato presidencial, Marcelo afirmou que “o novo Quadro Comunitário de Apoio [QCA] e a execução do Plano de Recuperação e Resiliência [PRR] vão obrigar a um acompanhamento muito próximo”, dando sequência aos avisos que fez em Julho a propósito da famosa ‘bazuca’, quando disse que “o dinheiro é de todos” e que “há duas maneiras de o utilizar: uma é olhar para o dia seguinte, a outra é olhar para o país que queremos construir para daqui a 3, 5, 10, 15 anos”. ■