Os automóveis estão a ser diabolizados. A agenda ideológica contra o transporte privado começou por ser alimentada pela extrema-esquerda “ambientalista”, mas que acabou por pressionar os Governos, desde logo o de António Costa, que não deixa de frisar que Portugal está “na vanguarda da luta contra as alterações climáticas”.
Para além de uma tributação voraz, primeiro sobre os carros e depois sobre os combustíveis, o Governo e muitas autarquias, como a de Lisboa, promovem uma campanha diária contra o transporte individual. Na capital, o presidente socialista Fernando Medina tem seguido a estratégia de eliminar lugares de parqueamento e reduzir as faixas de rodagem para avançar com ciclovias, estas últimas muito louvadas pelos ambientalistas de serviço.
Esta agenda ideológica contra os carros é vincadamente uma visão de esquerda, sempre pronta a adoptar soluções colectivistas. Lisboa está assim cheia de bicicletas e trotinetes que dificultam a fluidez do trânsito e causam um aumento da sinistralidade. Os turistas acham divertido, mas tudo não passa de uma encenação pseudo-ambientalista sem qualquer base realista. Levada às últimas consequências, a fúria anti-combustíveis levaria à falência a generalidade das empresas portuguesas.
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Como era de esperar, o socialista António Costa veio ajudar à festa, com medidas que agradam também à extrema esquerda. O primeiro-ministro anunciou recentemente que a partir de 1 de Fevereiro os ministros só circularão em Lisboa e respectiva área metropolitana em viaturas eléctricas, sendo a medida apresentada como uma forma de assinalar simbolicamente o facto de a cidade ser “Capital Verde Europeia” em 2020.
“Eu tenho a experiência própria desde que fui presidente da Câmara de Lisboa que é possível circular exclusivamente numa viatura eléctrica”, disse Costa durante uma conversa com jovens no Pavilhão Carlos Lopes, inserida nas cerimónias que marcaram o arranque de “Lisboa Capital Verde Europeia 2020”. O evento tornou-se, como seria de esperar, em mais uma sessão de propaganda da esquerda contra os carros. A esta acção de ‘spin’ juntou-se a outra: assim, para além deste “gesto simbólico”, António Costa referiu que o Executivo gostaria ainda de dar “uma prenda” à cidade de Lisboa e, ao longo deste ano, será assegurada a “neutralidade carbónica” da residência oficial do PM, que produz anualmente 85 toneladas de dióxido de carbono.
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