E assim nasceu uma Aliança

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Como tantas vezes aconteceu no PPD-PSD, na Arena de Évora esperou-se por Pedro Santana Lopes para se iniciar o I Congresso do Aliança, o partido que este impulsionou depois de deixar a casa social-democrata onde viveu mais de quarenta anos.

À entrada, Santana Lopes assumiu estar perante um desafio “especial”, e que vinha para o Congresso com “emoção”, mas “sem pieguices”. Garantiu estar “virado para o presente e para o futuro”.
Ao pisar o palco do Congresso do Aliança, Santana Lopes ergueu a mão e quase que instintivamente fez o ‹V› da vitória, tradicional do PSD. Quem o viu e conhece percebeu o pormenor, que Santana corrigiu no recomeço dos trabalhos, à tarde do primeiro dia de Congresso onde os dois dedos em ‹V› foram assumidos plenamente pelo líder do Aliança. É um líder reconciliado com o passado, e logo à entrada Santana tinha explicado que não sentia nostalgia do PPD/PSD, partido que liderou, e em nome do qual foi Primeiro-Ministro depois de Durão Barroso ter decidido abandonar o país para rumar a Bruxelas para cumprir mandato como Presidente da Comissão Europeia. Lembrando o PPD/PSD, quis ser muito claro: “Gosto de honrar todos aqueles com quem partilhei combates e respeitá-los e, por isso, ninguém me ouve, nem ouvirá, dizer mal das ‘casas’ onde já estive”, afirmou, frisando que, agora, está “todo virado para o presente e para o futuro”.
Apresentados um a um
Sábado passado, a Arena de Évora acolheu várias centenas de delegados e muito poucas eram as caras conhecidas que acompanharam Santana Lopes do PSD para a Aliança. O cenário era de um azul fresco e as pessoas eram maioritariamente caras novas que se apresentaram uma a uma, num momento fundador do novo partido.

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