HÁ 43 ANOS NAS BANCAS

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Quarenta e três anos de vida e de luta! Quem poderia prever, em 1976, que O DIABO sobreviveria a todos os ataques, a todos os atentados, a todas as malfeitorias destinadas a silenciá-lo — e que continuaria a ser, no século XXI, em 2019, a voz independente que em 10 de Fevereiro de 1976 pela primeira vez chegou às bancas e quiosques de todo o País?

E no entanto é precisamente isso que acontece. Quando, no passado Domingo, fechávamos na Redacção mais um número do nosso jornal, no preciso dia em que ele completava 43 anos de publicação, alguém comentou: “E continua a ser o único semanário nacional verdadeiramente independente, nunca enfeudado a interesses ou a grupos!”. Verdade indesmentível: independente do poder político e de interesses partidários, de agendas económicas, empresariais, mediáticas ou sociais, livre como Vera Lagoa, a sua fundadora, sempre o quis, O DIABO conseguiu manter-se igual a si próprio, podendo continuar a ostentar no cabeçalho a frase que melhor o define: “semanário político independente”.
Durante muitos anos, Vera Lagoa e José Esteves Pinto asseguraram a direcção do jornal e cunharam o perfil rebelde e inconformista que sempre o caracterizou. O seu exemplo frutificou e permitiu aos sucessores manterem o espírito jovem d’O DIABO, sempre ao serviço de um Portugal grande e imorredoiro.
Radicalmente livre e ferozmente cioso dessa liberdade, O DIABO tem sido “a voz que clama no deserto”. A sua vocação anti-poder não encontrou ainda paralelo na imprensa portuguesa: até hoje, nem um só governo pôde gabar-se de ter estado ao abrigo da pena crítica do nosso jornal, tanto à direita como à esquerda.

Esta independência tem um preço, que a equipa d’O DIABO aceita de cabeça levantada: vivemos exclusivamente da dedicação e fidelidade dos nossos leitores e amigos – e aos nossos colaboradores devemos por inteiro a qualidade das nossas edições.
Assim queremos continuar, por (pelo menos) mais 43 anos. Sempre do lado certo da barricada. Ao serviço de Portugal. Dando voz a quem a não tem. Sempre.
Até para a semana! ■

• Leia outros artigos na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas