O ambientalismo está na moda entre as classes bem-pensantes, enquanto o comum dos mortais está mais preocupado com assuntos normais como pagar contas e ser um adulto responsável. Mas esta semana passada os londrinos, já martirizados pelas permanentes manifestações pró e anti-Brexit, acordaram para mais uma irritação nas suas vidas. Um grupelho de esquerda radical, auto-denomibnado “Rebelião contra a Extinção”, mais conhecido pelo nome inglês “Extinction Rebellion”, decidiu, em nome do ambiente, prejudicar quem leva vidas honestas.
Estes diletantes, vestidos de forma que faria os ‘hippies’ corar de vergonha, desceram às ruas para bloquear estradas e impedir os transportes públicos de funcionar. Vários destes ‘adiantados mentais’ até se colocaram no topo de comboios e carruagens de Metro em plena hora de ponta. Num dos casos mais gravosos, a população londrina, demonstrando um resquício do tradicional “espirito do Blitz”, tratou imediatamente de quase linchar os boémios protestantes, tendo só a chegada das autoridades evitado ainda mais violência.
Mas no resto da cidade o caos era claro, e mais clara ainda a falta de humanidade destes “iluminados” perante os outros cidadãos. Num caso, um doente com cancro, frágil e debilitado, foi obrigado a andar uma larga distância até ao hospital porque os manifestantes não “autorizaram” que o carro no qual seguia o deixasse à porta do hospital. Em entrevista, estes manifestantes afirmaram que estavam dispostos a “ter conversas” com os condutores das ambulâncias de forma a “talvez” os deixarem passar. Mas tudo sem garantias, o que é um enorme conforto para alguém a sofrer na maca. Vários condutores de ambulâncias admitiram que provavelmente abririam caminho à força, caso fosse necessário. Até a famosa BBC quase esteve impedida de funcionar porque estes iluminados decidiram barrar a entrada dos seus funcionários.
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