Maria d’Aljubarrota: Esta esquerdinha pavorosa

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A esquerda portuguesa é uma cambada sensaborona de macambúzios. Uma brigada do reumático sorumbática e piolhosa, cheia de velhos com trinta anos de idade, sisudos, caras de pau feias e com rugas precoces. Com mau perder e pior ganhar. Incapazes de uma gargalhada sadia, de um sorriso inteligente. Desprovidos de graça, de humor, de boa disposição, de alegria.

Levam tudo em jeito de dramalhão de fim de período escolar, como se fossem tirar o pai da forca enquanto arrepanham os cabelos. Dá dó.
Vejam agora o que esta esquerda está a fazer a esse pobre rapaz André Ventura. Em vez de saudar a sua chegada ao Parlamento como uma lufada de ar fresco, uma garantia de polémica e debate, uma promessa de umas tardes bem animadas no vetusto casarão por onde se arrastam, amarrecados e angustiosos, os fantasmas nacionais; em vez de deixar para trás o seu ar amalancornado, de tirar a máscara focinhuda e aceitar com descontracção o confronto dos opostos, a esquerda embarcou numa lamúria pré-histórica contra a besta negra com a qual não consegue fazer ó-ó e sem a qual, no fim de contas, também não consegue fazer ó-ó.

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